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Revista de Imprensa

Remodelação do governo francês sem grandes novidades

Áudio 05:03
Primeiras páginas dos jornais franceses de 16 de outubro de 2018
Primeiras páginas dos jornais franceses de 16 de outubro de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela actualidade nacional, como a remodelação governamental do Presidente Maceon e as cheias no sul da França.Os novos equilíbrios do governo, titula, LE MONDE. Duas semanas depois da demissão de Gérard Collomb, o Palácio do Eliseu divulgou a composição de um novo governo. Macronista desde o primeiro momento, Christophe Castaner recupera o ministério sensível do Interior. Laurent Nuñez, que dirigia o serviço da luta anti-terrorista, é nomeado seu secretário de estado, entre outros nomes em diferentes ministérios.Todo este barulho só para isto?, pergunta, a cronista, Françoise Fressoz nas páginas do vespertino. De tanto adiar esta remodelação, Macron, criou desejos excessivos correndo o risco de desiludir, porque não há nada de espectacular na mudança de equipa anunciada. Foi mais um equilíbrio entre a bicefalia do executivo, nota, a cronista do LE MONDE.Outro assunto que domina todos os diários, é a emoção nacional após o dilúvio mortífero do sul da França, titula, LE FIGARO. Aldeias devastadas, estradas desventradas, carros encravados em casas demolidas…. Graves inundações que afectaram a região estão na origem de um balanço humano muito pesado, acrescenta, LE FIGARO.Pelo menos 11 mortos, como é ainda isto possível, pergunta, em título, L’HUMANITÉ. O acontecimento supreendeu pela sua violência. O ordenamento do território entra pela janela. Quando se fala de inundações temos antes que analisar o fundo da questão, afirma Marie-France Beaufils, vice-presidente do centro europeu de prevenção dos riscos de inundação. Como fazer a lavoura, como construir, que obras construir e proteger? Temos que fazer um diagnóstico, afirma, a entrevistada do jornal L’HUMANITÉ.Região de Aude ferida, titula, LA CROIX. Fortes cheias fizeram pelo menos uma dezena de mortos e importantes estragos. Não é a primeira vez que a região é inundada, porque em 1999, cheias fizeram 25 mortos. Mas 39% por cento da população local vivem numa zona inundável. A jovem geração não tem memória dos lugares e ignora a vulnerabilidade natural nomeadamente o risco de cheias, afirma, LA CROIX.Por seu lado, LIÉRATION, titula, sobre a violência de bandos. A morte aos 13 anos, referência a um adolescente morto este fim-de-semana em Lilas, arredores de Paris. En fins de setembro um aluno de um liceu de Garges-lès-Gonesse, subúrbio parisiense, tinha sido linchado. São rixas ultra-violentas implicando jovens e que acontecem muitas vezes por um simples olhar.Na actualidade internacional, LE FIGARO, destaca o desaparecimento do jornalista Khashoggi: o grande medo de dissidentes suaditas. De Londres a Sidney, passando por Canadá, França ou Alemanha, o medo toma conta de opositores ao príncipe herdeiro, Mohamed  Bem Salman, novo homem forte de Riade.Eles estão convencidos que o desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, há 15 dias, no consulado saudita de Istambul é uma mensagem a todos os dissidentes, acrescenta LE FIGARO.Angela Merkel está ameaçada como chanceler?, pergunta, LA CROIX. Merkel apelou ontem os seus ministros a pôr um fim às querelas sobre a imigração prometendo recuperar a confiança.Para o politólogo Michael Bôning da Fundação social democrata Friedrich-Ebert, nada nas eleições na Baviera significa que Merkel tenha de abandonar o governo. As repercussões são brutais para os conservadores da CSU, e talvez ainda mais, para os sociais democratas do SPD, mas por instante, a chanceler está fora de perigo, acrescenta o politólogo, num artigo de opinião, no LA CROIX.Enfim em relação à África,  LE MONDE, explica como  Marrocos persegue candidatos à imigração para Europa.Forçado pela União europeia, o reino marroquino é palco de uma vaga sem precendentes de prisões e deslocações forçadas de africanos subsaarianos que se escondem para não serem presos pelas autoridades marroquinas. Roland foi preso quando tentava apanhar um barco com 12 outras pessoas rumo à Europa.Economizaram 1000 euros para essa aventura, mas acabaram por ser presos por Marrocos, que faz esse trabalho a pedido da União europeia, nota, LE MONDE.

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