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Revista de Imprensa

Debate sobre devolução de obras de arte ao continente africano

Áudio 04:15
Primeiras páginas dos jornais franceses de 20 de novembro de 2018
Primeiras páginas dos jornais franceses de 20 de novembro de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como internacional.Casa Mélenchon fissurada à luz de todos, titula, LE MONDE. O partido França submissa atravessa há várias semanas tensões tendo como pano de fundo a formação de listas para as eleições europeias. Vários quadros denunciam falta de democracia interna, opacidade e dificuldade de exprimir divergências com a direcção do movimento.O último episódio é a saída de Djordje Kuzmanovic, fiel de Mélenchon que defendia uma linha republicana e soberanista. Este ex-porta-voz critica violentamente a "exterma concentração" de poder à frente do partido, sentimento partilhado igualmente por outras figuras partidárias que não partilham as opções de Kuzmanovic, acrescenta LE MONDE.Por seu lado, LIBÉRATION, titula sobre o negócio de apartamentos-espeluncas em Marselha. O desmoronamento de dois prédios a 5 de novembro, seguido de numerosas evacuações, veio questionar a ausência de escrúpulos de proprietários que tiram proveito da procura dessas habitações. Entre os proprietários, figuram eleitos locais, a dirigente de uma cadeia de salões de beleza, médicos, joalheiros, advogados e patrões de bares.Quando os mídias se tornam alvos, titula, LA CROIX. Cada vez mais, dirigentes políticos  e manifestantes atacam jornalistas, algumas vezes, mesmo fisicamente. Vários jornalistas foram confrontados com uma violência inédita nas manifestações dos coletes amarelos.Este clima de hostilidade em relação aos meios de comunicação social é amplificada por ataques verbais nas redes sociais. Há iniciativas lançadas aqui e acolá para o reatamento do diálogo e a profissão lançou um apelo à responsabilização, nota LA CROIX. Mudando de assunto, LE FIGARO, titula, migrantes: o projecto da ONU, que divide a Europa. O pacto mundial sobre as migrações, que deve ser submetido à aprovação por ocasião da cimeira de 10 e 11 de dezembro, em Marraqueche, exacerba as tensões. O pacto que deve ser assinado numa cimeira de Marrocos, desencadeou fortes paixões e suscita debandadas nomeadamente na Europa. Os governos da Europa central começam a dessolidarizar-se, a começar pela Hungria. A polémica ganha terreno noutras democracias ocidentais, refletindo o estado de febrilidade de opiniões sobre a questão migratória, acrescenta LE FIGARO.Por seu lado, LE MONDE, destaca a Itália, onde a coligação só está unida em relação à Europa. Matteo Salvini e Luigi di Maio governam multiplicando fricções entre os seus dois partidos. 5 meses depois de terem chegado ao poder, o Movimento 5 estrelas de Luigi di Maio e a Liga de Matteo Salvini puseram de pé um modo de funcionamento inédito, feito de fricções permanentes, ameaças de tuptura e de reconciliações, a ponto de darem a impressão de que passam o tempo todo a guerrear-se ao invés de governarem o país.Enfim, em relação à África, o mesmo vespertino, dá relevo ao debate sobre a devolução de obras de arte africanas ao continente africano. Um relatório preconiza o retorno do património cultural ao continente de origem. Mas a implementação jurídica deste princípio e o perímetro da restituição suscitam divergências.Para a especialista de direito artístico, Corinne Hershkovith, já é tempo de as populações africanas terem acesso a essas obras de arte africanas. Por seu lado, o historiador de arte, Julien Volper, afirma que em nome do arrependimento colonial, os museus europeus, correm o risco de ficarem vazios, sublinha, LE MONDE.    L'HUMANITÉ, por sua vez, titula, biodiversidade ameaçada, urgência de um sobressalto. A luta contra a desflorestação e preservação de recursos haliêuticos  estão no coração da COP14, organizada pela ONU. A conferência internacional consagrada à preservação do ser vivo termina no Egipto, abrindo a via para dois anos de negociações que desembocarão em 2020, num novo quadro de acção mundial para salvar espécies e ecossistemas.

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