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França

6ª semana de manifestações de coletes amarelos em França

Protesters march on Paris' Champs-Elysées for 'Act VI' of France's Yellow Vest movement
Protesters march on Paris' Champs-Elysées for 'Act VI' of France's Yellow Vest movement AFP

Mais um sábado de manifestações de protesto em Paris e nalgumas cidades provinciais de França, contra a política social do governo do Presidente Macron. Há uma baixa no número de manifestantes que não preocupa os coletes amarelos, que dizem que o importante é manifestarem o seu descontentamento e pedir a demissão de Macron.

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Uma manifestação espontânea em Paris reuniu hoje centenas de coletes amarelos, dando continuidade, pelo sexto sábado consecutivo, às manifestações de protesto contra a política social do presidente Emmanuel Macron.

Manifestações diversas ocorrem igualmente nas províncias francesas, ao mesmo tempo que são bloqueadas estradas e portagens um pouco por toda a França, apesar duma baixa do número de manifestantes em relação aos precedentes 5 sábados.

O certo é que a revolta social continua e não interessa o número, afirma alguns coletes amarelos ou o sociológo, autor do livro, Maio de 68 nunca existiu, que mantém que não há "um esvaziamento do movimento de protesto", que adoptou a estratégia do "polvo ramificando as suas pernas por tudo que é sítio".

Efectivamente, em Paris, os coletes amarelos estão dispersos pelos principais bairros da capital, sem um ponto fixo, deslocando-se de um lado para o outro, com a polícia correndo atrás deles numa espécie de gato a caçar rato.

A polícia deteve para interrogatório cerca de 70 manifestantes em Paris e dispersou com gás lacrimogéneo vários grupos de manifestantes, nas imediações do Arco do Triunfo ou na Praça de Ópêra, na capital.

Até ao momento não há notícias de vítimas, tirando a morte de mais um automobolista ontem à margem do movimento de protesto. Mas teme-se ainda que haja violência. Nestas 6 semanas de protesto, já morreram 10 pessoas. 

"Paris na rua", demissão de Macron e Castaner, presidente e seu ministro do Interior, são alguns dos slogans exibidos nas manifestações de hoje.

Centros comerciais, restaurantes e cafés, entre outros estabelecimentos não abriram as suas prontas, com medo da violência de vândalos que infiltram estas manifestações dos coletes amarelos.

Enfim, os coletes amarelos, pelo menos os mais decididos, dizem que estão dispostos a prosseguir, manifestando mesmo durante as festas de Natal e fim de ano, já que não têm nem dinheiro para comprar prendas para os filhos e nem para ter um "réveillon festivo e condigno" da quinta potência económica da Europa.

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