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França

Debate nacional começa mal

Chantal Jouanno continua a ser presidente da comissão nacional do debate público sem assumir a organização do mesmo.
Chantal Jouanno continua a ser presidente da comissão nacional do debate público sem assumir a organização do mesmo. Bertrand GUAY / AFP

A presidente da Comissão nacional do debate francês não vai organizar o grande debate em torno da gestão política e económica de Emmanuel Macron perante o movimento dos "coletes amarelos". Em causa: a polémica quanto ao salário que não a permite trabalhar "correctamente".

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14.666 euros brutos por mês, quase tanto quanto o Presidente ou o primeiro-ministro, pode chocar, admitiu por meias-palavras Chantal Jouanno ao canal televisivo francês France 2.

"Tomo em consideração o questionamento quanto aos valores de remuneração, em particular da Presidente da Comissão nacional de debate público e, em geral, quanto aos altos funcionários. O debate é legítimo e nossos cidadãos têm toda a legitimidade para perguntar ", admitiu o antigo ministro do desporto.

"Constato que isto não cria condições de serenidade necessárias para este debate, pelo que decidi retirar-me da organização deste debate", afirmou a presidente da Comissão nacional do debate francês, Chantal Jouanno.

Para que a polémica em torno de seu salário não prejudique o bom desempenho do grande debate nacional, a antiga ministra de Nicolas Sarkozy retirou-se das suas funções. "É uma decisão que tomei porque acredito neste grande debate: é mais do que nunca necessário", insistiu. "Só vejo pessoas que querem expressar-se, que querem ser ouvidas. É preciso criar as condições para esse grande debate.", concluiu Chantal Jouanno.

No entanto, Chantal Jouanno mantém o cargo de presidente da Comissão Nacional do debate público, mas pede a Emmanuel Macron que reflicta sobre a sua remuneração.

Pede ainda ao executivo que especifique as modalidades para organizar a consulta nacional. Algumas pessoas questionam se é neste ponto se se encontra o verdadeiro motivo da partida. Chantal Jouanno poderia ter receio de não controlar o grande debate auxiliado pelo Eliseu.

O governo deve anunciar esta quarta-feira como será a consulta, que vai começar no dia 15 de Janeiro, e quem o vai conduzir.

Presidente da Comissão nacional do debate francês, Chantal Jouanno

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