Acesso ao principal conteúdo
Coletes Amarelos

Coletes Amarelos: Jérôme Rodrigues participa no Acto XII

Jérôme Rodrigues e Eric Drouet, dois dos rostos do movimento dos Coletes Amarelos
Jérôme Rodrigues e Eric Drouet, dois dos rostos do movimento dos Coletes Amarelos BERTRAND GUAY / AFP

Para amanhã estão previstas em toda a França novas manifestações dos “Coletes Amarelos”. O acto XII como lhe chama o movimento. Jérôme Rodrigues volta às ruas este sábado.

Publicidade

O protagonista das manifestações de sábado passado foi Jérôme Rodrigues. As imagens deste lusodescendente ensanguentado atingido num dos olhos correram mundo. Jérôme Rodrigues ficou sem íris e corre agora o risco de cegueira parcial.

De 38 mil seguidores no Facebook, este rosto dos Coletes Amarelos, passou numa semana para quase 62 mil seguidores e amanhã Jérôme Rodrigues garante que vai voltar à rua.

Questionado sobre do seu quadro clínico, Jérôme Rodrigues falou na dor da filha que o viu cair em directo: “aquilo que me chateia mais é que a minha filha viu o pai a ser atingido em directo na televisão. É isto que me faz mais mal ao coração”. No que à sua visão diz respeito, Jérôme Rodrigues ficou sem íris e corre sérios riscos de cegueira parcial “eu perdi a íris. A íris serve para controlar os níveis de luz e isso já não tenho. Fiquei sem íris. O que também tem repercussões estéticas, mas que pode ser substituído por uma lente de contacto. No que diz respeito à visão, se tudo correr bem, conservo o olho, mas nunca recuperarei a visão que tinha. Se tudo correr mal fico cego de um olho.

Mesmo em convalescença o rosto dos Coletes Amarelos não baixa os braços, diz que amanhã voltará as ruas de Paris para participar no início da manifestação, “tenho que lá ir para mostrar que estou aqui, bem, em cima dos meus dos pés” e para motivar “o pessoal”.

Jérôme Rodrigues diz-se cada vez mais convencido de que foi atingido propositadamente e volta a sublinhar que a violência que se tem assistido nas manifestações “não é perpetrada pelos coletes amarelos. A violência provém dos black blocs. Comparo isto com um condutor embriagado que tem um acidente e mata uma família, mas ele continua vivo. Os black blocs, os extremistas, atacam e fogem em todos os sentidos. Depois há os coletes amarelos, que não se mexem e ficam a olhar e aí acabam por ser atingidos”.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.