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QUÉNIA/FRANÇA

Presidente francês relativiza queixa climática

Emmanuel macron em conferência de imprensa no Quénia a 13 de Março de 2019.
Emmanuel macron em conferência de imprensa no Quénia a 13 de Março de 2019. REUTERS/Thomas Mukoya

O presidente francês conclui hoje no Quénia o seu périplo africano que teve como primeiras etapas Jibuti e Etiópia. Emmanuel Macron participou em Nairobi numa cimeira sobre o clima e contestou a queixa apresentada hoje junto da justiça francesa por uma série de organizações não governamentais acusando o Estado de nada fazer para lutar contra as mudanças climáticas.

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Foram quatro as organizações não governamentais a formalizar uma queixa junto da justiça francesa: Greenpeace, Fundação Nicolas Hulot, Oxfam França e "Notre affaire à tous".

Todas denunciam uma acção tida como insuficiente para lutar contra as alterações climáticas.

Um abaixo assinado de dois milhões de assinaturas corrobora a iniciativa.

Após o Paquistão, a Colômbia ou os Países Baixos (Holanda) a França é, agora, alvo de uma acção judicial neste âmbito.

Quem discorda do cabimento da mesma é o chefe de Estado francês. Emmanuel Macron que concluía a sua visita a África com uma etapa queniana incluindo a sua participação na cimeira ecológica "One Planet summit".

"Não vejo qual o cabimento desta queixa. Não me parece que haja uma saída jurídica neste caso.

Não é nos tribunais que isto se resolve, eu não enveredo por este estado de espírito.

A solução depende de todos nós.

É uma asneira querer opor o povo ao governo neste tipo de casos.

Somos todos nós.

Hei-de seguir e sem tabus é aqueles que digam "proponham soluções com mais descentralização, que avancem mais depressa, que mobilizem mais financiamentos privados, que revolucionem interesses adquiridos" !

Á parte isso estas posturas não me interessam. Não faço parte daqueles que por definição acham que o governo está sempre errado ou que é tarde demais e que o planeta vai arder.

Há 20 anos que o dizemos, agora há que agir !

Estamos na acção concreta, positiva, forte com mudança de hábitos. Importa que as pessoas olhem em frente !"

Emmanuel Macron, presidente francês

Ao participar na cimeira de Nairobi Macron criticou, sem se referir directamente à China, a construção de centrais de carvão no continente negro.

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