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França

Debate nacional sobre crise em França terminou e agora?

Debate nacional sobre crise em França chegou ao fim mas manifestações dos coletes amarelos continuam
Debate nacional sobre crise em França chegou ao fim mas manifestações dos coletes amarelos continuam REUTERS/Benoit Tessier

França, o debate nacional que vinha decorrendo há 2 meses sobre a crise social no país e provocado pelas manifestações dos coletes amarelos, chegou ao fim esta sexta-feira. Agora, um grupo de trabalho vai elaborar um relatório sobre as reivindicaçoes saídas do debate que será entregue, em abril ao presidente Macron. Mas já dúvidas se o governo vai dar uma resposta positiva às reivindicações. 

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Terminou, oficialmente, hoje o grande debate nacional sobre a crise política e social em França consequência das manifestações dos coletes amerelos, manifestações que continuam, amanhã, pedindo uma reforma social e politica da sociedade francesa.

Aliás do debate, as  principais reivindicações dos franceses, são mais ou menos aquelas solicitadas pelos coletes amarelos, como aumento do ordenado mínimo, aumento das pensões de reforma, redução do IVA de produtos de primeira necessidade e baixa dos preços dos combustíveis.

Uma equipa vai agora elaborar um relatório que apresentará ao Presidente Emmanuel Macron, que lançou este debate, como tentativa de encontrar soluções às preocupações dos franceses em geral e dos coletes amarelos, em particular, que lançaram as manifestações há 4 meses.

Mas para já as primeiras reacções são que foi bom ter feito o debate, mas ninguém acredita se vai resultar na melhoria da situação dos franceses. Cerca de 70% dos franceses dizem que valeu a pena o debate, mas que não acreditam que dele saia uma grande reforma do país. E 68% consideram que Macron, não vai pôr na prática as reivindicações dos franceses.

Um francês, Jacques, diz mesmo, que Macron, esteve a utilizar o dinheiro do contribuintes para fazer campanha às eleições europeias de maio. E paradoxo, o próprio Presidente Macron, arquitecto deste debate, considera que o tempo foi muito curto e que devia haver prolongamento do debate de modo a haver uma verdadeira reconexão dos franceses.

Por seu lado, o primeiro-ministro, Edouard Phiippe, multipliou mensagens de prudência numa entrevista hoje à Rádio Europe 1 explicando que o governo não está em condições de dizer já hoje o que vai reter das semanas do debate em toda a França.

Mas, o primeiro ministro deixou entender que estaria disposto a analisar a reindexação das pensões de reforma à inflação, até o próximo ano, mas foi dizendo que a situação das finanças impunha escolhas, o que quer dizer que a maioria das reivindiações não terá resposta positiva.

Os coletes amarelos, já reagiram dizendo que as manifestações vão continuar e descem amanhã às ruas das cidades de França, continuando com os protestos.

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