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França

Governo francês demite governador civil de Paris

Primeiro-ministro francês Édouard Philippe
Primeiro-ministro francês Édouard Philippe AFP

O primeiro-ministro francês demitiu o governador civil de Paris, Michel Delpuech, proibiu manifestações caso as autoridades tenham conhecimento de infiltrados extremistas e anunciou mais autonomia para as forças de ordem.

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A França activou no sábado a célula de crise para tentar impedir que o vandalismo registado este sábado se repita. O XVIII protesto dos coletes amarelos foi violento e o governo francês prometeu medidas mais firmes.

O chefe de governo anunciou a proibição de manifestação em alguns bairros franceses."Vamos proibir as manifestações dos coletes amarelos nos bairros mais afectados sempre que tivermos conhecimento da presença de elementos extremistas com vontade de vandalizar. Penso, evidentemente, à avenida dos Campos Elísios em Paris, na Praça Pay-Berland em Bordéus e na Praça Capitole em Toulouse", afirmou Édouard Philippe.

Na declaração em Matignon, o primeiro-ministro acrescentou ainda que o dispositivo de manutenção da ordem será reforçado.

O ministro da economia, Bruno Le Maire, afirmou esta segunda-feira querer evitar erros. Desde 17 de Novembro, os estragos provocados no quadro das manifestações do Coletes Amarelos estimam-se em 170 milhões de euros.

"Em segundo lugar vamos transformar os destacamentos de intervenções rápidas em unidades da lei "contra o vandalismo" dotados de capacidades para dispersar e para deter logo imediatamente depois dos primeiros distúrbios com recurso a novos meios como drones ou videovigilância com fins judiciais", acrescentou o chefe de governo.

O executivo francês demitiu o governador civil de Paris, Michel Delpuech. O cargo será ocupado por Didier Lallement. "Quarta-feira em conselho de ministros o Presidente da República vai nomear como governador civil Didier Lallement", concluiu o primeiro-ministro.

Esta segunda-feira, o Palácio do Eliseu é palco de debate entre o Presidente Emmanuel Macron e 64 intelectuais. No centro do debate vai estar a crise dos coletes amarelos. Investigadores, professores, peritos e ensaístas vão interrogar o chefe de Estado quanto à sua linha política e sobre o estado do país.

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