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França

Manifestações hoje e apelos à greve na Função pública em França

Líderes sindicais da CGT, Philippe Martinez e da FO, Yves Veyrier, na manifestação de hoje contra política social do governo de Macron
Líderes sindicais da CGT, Philippe Martinez e da FO, Yves Veyrier, na manifestação de hoje contra política social do governo de Macron REUTERS/Charles Platiau

A crise social em França continuou hoje com manifestações das centrais sindicais, CGT, Força Operária, Solidários e sindicatos de estudantes da Unef e UNL, para reclamar uma mudança da política social do Presidente Macron. Manifestações em todo o país com apelos à greve sobretudo na função pública. 

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Mais manifestações e apelos à greve hoje em certos sectores da função pública, em França, organizadas pelas centrais sindicais CGT, Força Operária, Solidários, e sindicatos dos estudantes Unef e UNL.

Na função pública houve apelos à greve na Educação nacional, alteração da programação normal nas Rádios públicas, mas apelos também nos transportes públicos suburbanos e na recolha do lixo. 

Juntaram-se às manifestações sindicais, vários coletes amarelos, pelo que, há um forte dispositivo de segurança, como medida de prevenção a actos de violência e vandalismo do género daqueles ocorridos no último sábado nos Campos Elísios.

Os sindicatos estão a reivindicar mudanças na política social do governo do Presidente Macron, nomeadamente, aumentos do salário minimo, das pensões de reforma e abonos familiares. 

Manifestações em toda a França

Segundo a CGT, há entre 130 e 150 manifestações em França, para reclamar medidas sociais concretas e influenciar o grande debate nacional sobre a crise social no país, debate esse que terminou na passada sexta-feira.

Nestas manifestações notava-se  a presença de muitos professores do sector da educação, alunos e estudantes, mas também coletes amarelos, quando são aguardadas para as próximas semanas as propostas de reforma do debate.

Recorda-se que um grupo de trabalho elabora um relatório sobre esse debate nacional a ser entregue em abril ao Presidente Macron.

Mas a percepção da maioria dos franceses, nomeadamente, os coletes amarelos e agora os sindicatos, é de que não vai sair nada de concreto sobre as reformas exigidas, razão pela qual, estas manifestações continuam em França.

Governo assume política de força à violência

Do lado do governo, depois de o primeiro-ministro, Édouard Philippe, ter dito que não há muita margem de manobra para satisfazer todas as reivindicações, a postura intransigente de força continua.

Após a violência de sábado, o ministro do Interior, Christophe Castaner e o seu secretário de Estado, Laurent Nunez, vieram dizer que os actos de vandalismo ocorreram, porque as polícias de ordem pública e segurança não "cumpriram correctamente" as indicações do governo.

Assim, foi demitido o Comissário da Polícia de Paris, Michel Delpuech, que será substituído, ainda esta semana, segundo o próprio primeiro-ministro, Edouard Philippe.

Foram igualmente demitidos, Pierre Gaudin, Director de gabinete do Comissário da polícia e o Director da segurança de Paris, Frédéric Dupuch, que terão dado ordens às forças policiais para não recorrerem ao lançamento das famosas armas letais como as bolas de borracha dura.

ONU e Conselho da Europa não são ouvidas

A França é o único país na Europa a recorrer ao uso das bolas de borracha dura que têm provocado muitos ferimentos nos manifestantes.

O uso dessas armas foi criticado já pelo conselho dos direitos humanos da ONU, que pediu ao governo francês, um relatório sobre a violência nas manifestações dos coletes amarelos e também pelo Conselho da Europa, organização dos direitos humanos e liberdades no continente europeu.

Aliás, o governo francês, reafirmou ontem que "assume os riscos de um endurecimento da repressão da violência. 

O primeiro-ministro, Édouard Philippe, declarou ontem na televisão que "até agora se teve o cuidado para que não houvesse derrapagens ou acidentes à segurança das pessoas, mas, constatou que esta violência extrema justifica uma resposta firme. Eu assumo !", sublinhou, o primeiro-ministro.

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