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Revista de Imprensa

Golpe militar contra ditador do Sudão e incertezas sobre futuro

Áudio 04:56
Primeiras páginas dos jornais franceses de 12 de abril de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses de 12 de abril de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pelo golpe militar contra o presidente ditador, Al-Bashir. LE MONDE, titula, Sudão: exército confisca a revolta contra Bashir. Após o golpe de Estado que depos o presidente Omar Al Bashir ontem, um conselho militar dirigido  pelo general Ibn Auf reivindica o poder. O antigo ministro da Defesa de Bashir e pilar do aparelho repressivo do país anunciou abrir um período de transição de dois anos.A população, que manifesta há mais de 100 dias e os partidos de oposição receiam uma vontade de amordaçar a ira e salvar o regime. Omar Al Bashir, dirigiu o Sudão durante 30 anos e terá sido a figura de proa do islamo-militarismo, acrescenta, LE MONDE.No Sudão, o exército provoca a queda de Omar Al Bashir, replica, LA CROIX. “Estou muito, muito contente. Que alívio ! Esperávamos por um tal acontecimento há muito tempo. Ver para crer. Os militares devem falar à nação. Mas quem substituirá Al Bashir ? Temos que avançar depressa, porque o povo tem fome num país potencialmente rico”, são algumas das reacções do homem da rua, ao golpe militar. O certo é que foram 30 anos de um poder sangrento, sublinha, LA CROIX.Argélia, Sudão, Primavera árabe, segunda temporada, titula, por sua vez, LIBÉRATION. Depois de Bouteflika é o ditador sudanês Al Bashir, que deixa o poder sob pressão popular. Mas o exército continua a dirigir o país. Bouteflika e Al Bashir, são apenas a ponta do iceberg, afirma, porém, o professor de relações internacionais e política, Gilbert Achcar, que teme que as duas transições  tenham o desfecho que tiveram o Egipto e a Líbia, acrescenta, LIBÉRATION.Por seu lado, LE FIGARO, dá relevo à Líbia e o marechal Haftar, o homem que quer conquistar a capital Tripoli.Mudando de assunto,  por cá, LE FIGARO, titula, privatização dos Aeroportos de Paris vira um quebra cabeças político. A lei autorizando a venda pelo Estado dos aeroportos parisienses foi ontem votada. Mas esta operação, que suscita uma forte oposição tanto à direita como à esquerda, apresenta-se muito sensível.Facto inédito, 248 parlamentares da esquerda e da direita estão unidos para lançar um pedido de referendo de iniciativa partilhada contra a venda dos Aeroportos de Paris. Mesmo sabendo ser quase impossível mas vai servir para parasitar politicamente esta privatização  que provavelmente só acontecerá dentro de 18 meses, nota LE FIGARO.Luto e o tempo necessário, titula, LA CROIX, para se referir ao debate que começou hoje no Senado. 53% por cento dos franceses acreditam que o luto não tem fim, 26% considera que um dia terminará e 20% abstêm-se. O mais certo é que o  luto dura no tempo, um luto que significa dor, sem que se sofra toda a sua vida,  acrescenta, LA CROIXNo internacional, L’HUMANITÉ, titula, como a União Europeia entra pela sua porta dentro. As decisões autoritárias de austeridade da União tornam a vida das pessoas num inferno com consequências inimagináveis.Poder de compra não compagina com os magros salários, alimentação é perigo do salmão transgénico ou carne de vaca com hormonas, tudo ao serviço do comércio livre, partir para a reforma cada vez mais longíncua, enfim, serviços públicos como escolas e maternidades em perigo, acrescenta, L’HUMANITÉ.Brexit na cabeça dos britânicos, merece relevo do vespertino LE MONDE. O prazo concedido pela União Europeia ao Reino Unidos prolonga uma increteza mas também uma forma de introspecção colectiva do outro lado da Mancha. Os intelectuais vêm por trás do eurocepticismo o mito duma identidade insular secular, nota LE MONDE.Enfim o mesmo vespertino, refere-se a Wikileaks, Julian Assange foi preso, após 7 anos de asilo na embaixada do Equador em Londres. A sua prisão relança um debate jurídico internacional. O australiano que se aproximou da Rússia é um pirata, como afirma a justiça americana ou é sancionado por um trabalho de investigação jornalística ? pergunta, LE MONDE.

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