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Revista de Imprensa

Atentados mortíferos de grupo terrorista islâmico no Sri Lanka

Áudio 04:50
Atentados mortíferos de grupo terrorista islâmico no Sri Lanka
Atentados mortíferos de grupo terrorista islâmico no Sri Lanka Jacques DEMARTHON / AFP

Segunda-feira de Páscoa, feriado em França, hoje não houve jornais nas bancas. Mas em contrapartida tivemos a versões online da imprensa francesa. O jornal católico, LA CROIX, titula, na sua versão on-line, Sri Lanka, um atentado islamita totalmente inédito. Regularmente vítimas de violência por parte da maioria budista, os muçulmanos locais sempre se mantiveram à margem do conflito entre os cingaleses e os tamules.Esta comunidade evoluiu no entanto desde a partida em massa de cidadãos muçulmanos do Sri Lanka para trabalharem nos países  do Golfo, donde muitos regressam com uma maior prática da sua religião.Estes atentados contra igrejas e hotéis no Sri lanka, no domingo de Páscoa, são difíceis de analisar. O “modus operandi” não corresponde aos budistas extremistas que atacam no país. Se a pista islamita avançada pelo governo for confirmada, tal seria “totalmente inédita", nota, LA CROIX.Por seu lado LIBÉRATION, titula Sri Lanka, um movimento radical islâmico local na origem dos atentados. Foram ataques levados a cabo durante missas de Páscoa na capital e em diversas cidades da ilha, fazendo 290 mortos e 500 feridos. Não houve reivindicação, mas os ataques terão sido perpetrados por um movimento radical islâmico segundo o governo. As autoridades decretaram recolher obrigatório em toda a ilha e bloquearam temporariamente as redes sociais.Também LE MONDE, dá relevo, aos atentados no Sri lanka, onde as autoridades acusam um movimento radical islâmico local. 24 horas depois da série de atentados suicidas deste domingo de Páscoa, o porta-voz governamental Rajiotha Senaratne, anunciou que o movimento National Thowheeth Jama’ath, estava na origem dos ataques suicidas.As autoridades anunciaram a prisão de 24 pessoas sem dar pormenores sobre os atentados. Os ataques ainda não foram reivindicados e o balanço vai em 290 mortos, dos quais 390 estrangeiros e 500 feridos, nomeadamente 28 turistas estrangeiros, acrescenta LE MONDE.Sri Lanka, em pleno desenvolvimento, o turismo é duramente atacado, replica em título, LE FIGARO. Os ataques terroristas foram levados a cabo contra igrejas e hotéis internacionais ontem e correm o risco de pôr um entrave à dinâmica turística, sector económico em forte crescimento. Um cidadão francês figura entre os 290 mortos enquanto as autoridades apelam os estrangeiros à prudência, mantêm o recolher obrigatório e decretam estado de emergência a partir da meia noite, acrescenta, LE FIGARO. Ainda no internacional, L’HUMANITÉ, destaca, 3 rupturas para salvar a Europa. Com as eleições europeias marcadas para 26 de maio, o jornal entrevista o cabeça de lista do Partido comunista francês, Ian Brossat, uma das três rupturas, que há 3 meses vem percorrendo toda a França.Mas ficou a ser reconhecido no debate de 4 de abril na Televisão France 2, com 11 outros candidatos de diferentes partidos. Com um discurso claro, preciso e concreto ele conseguiu impor-se, com as suas propostas, na cena  política francesa, nota L’HUMANITÉ.Mudando de assunto, em relação à África, LE MONDE, destacava esta tarde, Egipto, um referendo com tiques de voto de confiança a Abdel Fattah Al-Sissi. Apoiantes e opositores estão de acordo numa questão: depois de três dias de escrutínio que hoje termina a vitória do SIM parece estar garantida !Durante este referendo para reformar a Constituição, houve um forte dispositivo militar e policial que deu confiança às pessoas que votavam num ambiente de festa nas assembleias de voto no Cairo.No frontão duma escola de raparigas do centro da capital, havia bandeirinhas nacionais com as cores preta, branca e vermelha, exibindo o slogan: “participa, dá a tua opinião”, incitando os 61 milhões de egípcios a votarem neste referendo sobre uma reforma controversa da constituição, nomeadamente, no seu artigo central, que permitirá ao Presidente Al Sissi, permanecer no poder até 2030, nota, LE MONDE. 

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