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França

Vandalismo num hospital em Paris durante festa do 1° de maio?

Vandalismo num hospital em Paris durante festa do 1° de maio
Vandalismo num hospital em Paris durante festa do 1° de maio KENZO TRIBOUILLARD / AFP

32 pessoas que forçaram ontem a entrada do hospital de Pitié-Salpêtrière, em Paris, paralelamente, à festa do 1° de maio, continuam a ser interrogadas pela polícia, que tenta conhecer as suas verdadeiras intenções. É que vandalizaram o recinto hospitalar e tentaram entrar na zona de reanimação de doentes pós-operação cirúrgica.

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A oposição critica o ministro do Interior, Christophe Castaner, acusando-o de mentir exigindo-lhe explicações depois das suas afirmações sobre um "ataque" ao hospital de Pitié-Salpêtrière, em Paris, à margem do desfile do 1° de maio.

Christophe Castaner, tuítou na sua conta Twiiter: "Aqui no Pitié-Salpêtrière, atacou-se um hospital. Pessoal do serviço de curativos foi agredido e um polícia foi ferido".

Mas um video a circular no Facebook, contradiz a versão defendida pelo ministro do Interior.

"O ministro do Interior deve deixar de lançar achas para a fogueira e explicar-se sobre as suas declarações desmentidas pelos factos", escreveu Bruno Retailleau, presidente do grupo no Senado do Partido Republicanos, na oposição.

"Se se trata duma mentira deliberada com o único objectivo de desqualificar e sujar uma mobilização social, o ministro do Interior deve ser demitido das suas funções, o mais rápidamente possível", declarou também, Benoit Hamon, da Geração.s, pedindo ao "governo para apresentar as provas do que afirma".

Mas, o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, foi no sentido do seu ministro do Interior, e denunciou também uma intrusão "totalmente irresponsável de cerca de 30 pessoas no hospital parisiense de Pitié-Salpêtrière. 

Discurso idêntico teve Martin Hirsch, director-geral da assistência pública dos Hospitais de Paris, afirmando que essas pessoas tinham forçado a entrada do recinto hospitalar tentando entrar numa zona particularmente sensivel.

"Felizmente é raríssimo e concerteza é muito grave e há 3 anos houve manifestantes que partiram vidraças do hospital Necker, junto ao bloco operatório.

"Desta vez, houve algumas dezenas de manifestantes, e não sei como qualificá-los, que entraram no recinto do hospital. Convém dizer que o hospital Salpêtrière, são vários andares, composto por vários edifícios, um centro universitário, uma parte hospitalar, portanto, um conjunto de edifícios.

"Já lá dentro do hospital depois de terem forçado a entrada, a um dado momento precipitaram-se pelas escadas acima e atravessaram o patamar que leva para o serviço de reanimação cirúrgica, onde se encontram os doentes que são seguidos de perto porque particularmente vulneráveis.

"Tentaram mesmo entrar nesse serviço médico, quando barravam-lhes o caminho, enfermeiros, enfermeiras, um médico internista que estavam lá e que bloqueavam a porta com todas as suas forças, gritando: 'atenção, aqui temos pacientes em perigo de vida' mas mesmo assim houve pessoas que tentaram entrar em força num serviço particularmente sensível."

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