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Portugal/França

CDS-PP apresentou candidata lusofrancesa

Isaías Afonso (mandatário para a Europa da lista do CDS-PP), Melissa Dias da Silva (candidata) e Assunção Cristas (líder do CDS-PP).
Isaías Afonso (mandatário para a Europa da lista do CDS-PP), Melissa Dias da Silva (candidata) e Assunção Cristas (líder do CDS-PP). Carina Branco/RFI

Em plena crise política em Portugal, com a ameaça de demissão do primeiro-ministro, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, esteve em Paris, este sábado, para apresentar uma candidata lusodescendente como membro da lista para as eleições europeias e candidata pelo círculo da Europa às eleições legislativas. Melissa Dias da Silva quer que os portugueses que residem no estrangeiro querem ser considerados “inteiramente portugueses”.

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Em declarações aos jornalistas, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, mandou recados ao primeiro-ministro português e disse que António Costa criou “uma crise politica do nada” para tirar “dividendos” políticos.

Assunção Cristas passou por Paris para apoiar a apresentação da candidatura de Melissa Dias da Silva como candidata pelo círculo da Europa às eleições legislativas em Portugal. A lusodescendente, de 26 anos, também integra a lista para as eleições europeias.

Fomos precisamente desafiar a Melissa que faz parte da comunidade aqui em França, mas que também estudou em Inglaterra, que conhece os problemas dos portugueses fora do nosso território e que ajudará o CDS”, afirmou Assunção Cristas.

Numa sala paroquial em Paris, este sábado, Melissa Dias da Silva, que nasceu em França há 26 anos, defendeu que os portugueses que residem no estrangeiro querem ser considerados “inteiramente portugueses”.

Os nossos representantes não nos consideram inteiramente portugueses, ou melhor, eles consideram-nos como portugueses especiais aos quais reservam tratamento particular (…) Queremos ser considerados inteiramente portugueses e não apenas contribuintes de impostos”, declarou Melissa Dias da Silva.

As eleições europeias vão realizar-se de 23 e 26 de Maio, mas o início da campanha fica marcado pela ameaça de demissão do primeiro-ministro português com o espectro de eventuais legislativas antecipadas em Portugal.

António Costa anunciou na sexta-feira que comunicou ao Presidente da República que o Governo se demite caso a contabilização total do tempo de serviço dos professores seja aprovada em votação final global.

O parlamento aprovou na quinta-feira na especialidade uma alteração ao decreto do Governo, com os votos contra do PS e o apoio de todas as outras forças políticas, estipulando que o tempo de serviço a recuperar são os nove anos, quatro meses e dois dias reivindicados pelos sindicatos docentes.

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