Acesso ao principal conteúdo
Revista de Imprensa

Franceses em campanha para eleições europeias sem entusiasmo

Áudio 05:23
Primeiras páginas dos jornais franceses de 15 de maio de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses de 15 de maio de 2019 RFI

As eleições europeias de 25 de maio em França, continuam a dominar as primeiras páginas dos jornais diários franceses.Europeia, a batalha das classes médias, titula, LE MONDE. A crise dos coletes amarelos pôs a nu as dificuldades das classes médias. Esta categoria da população está a a atrair as atenções da maioria dos eleitores. A República em Marcha e os Republicanos disputam particularmente a atenção desta França do trabalho, atenta ao poder de compra. Enquanto Emmanuel Macron prometeu uma redução de 5 mil milhões de euros do imposto IRS, Laurent Wauquiez, líder dos Republicanos propõe 10% de redução do mesmo imposto.A 10 dias do escrutínio europeu, o partido do Presidente, no poder, que nas intenções de voto, pretende conservar a sua distância em relação aos Republicanos, leva a cabo paralelamente um outro duelo renhido com a União Nacional de Marine Le Pen, líder em todas as sondagens. Numa entrevista ao mesmo vespertino, Nathalie Loiseau, candidata do partido no poder, alerta os eleitores para o facto do perigo duma chegada em força da União Nacional ao parlamento europeu.Franceses e Europa uma adesão sem paixão, replica, LA CROIX. Segundo uma sondagem Kantar/La Croix, os franceses colocam a União Nacional à frente nas intenções de voto, com 23% dos votos, enquanto vem em segundo lugar o partido de Macron, República em Marcha, com 20%. Apenas 33% dos franceses pensam que as eleições europeias terão impacto sobre a situação em França, ao passo que a nível europeu a percentagem, é ainda maior, apenas 27%, são dessa opinião.66% dos franceses pensam que o escrutínio não passa de um duelo entre pró-europeus e eurocépticos e 58% vêm nele um braço de ferro entre progressistas e nacionalistas, acrescenta, LA CROIX.Salário mínimo, uma exigência que ganha força na Europa, titula, L'HUMANITÉ. Defendido pelos sindicatos, apoiados por numerosas forças de esquerda, a recusa duma concorrência entre os salários ganha terreno em todo o continente. Um salário mínimo decente, um combate do futuro na Europa, e, L'HUMANITÉ, defende num primeiro tempo 60% do salário mediano e num segundo tempo, 60% do salário mínimo.Para tal, o jornal, apresenta uma tabela dos salários mínimos na Europa que oscilam entre o máximo de 2.072 euros no Luxemburgo e o mínimo de 430 euros na Estónia. Entre os grandes, como Alemanha, é de 1.557 euros, Reino Unido 1.454 euros ou a França de 1.522 euros. Portugal, tem um salário mínimo de 700 euros, ou seja de salários brutos, o que quer dizer, que o salário mínimo líquido que vai para os bolsos do europeu é um pouco menos do que estes números, nota, L'HUMANITÉ.Por seu lado, LE FIGARO, titula, sobre a Catedral Notre-Dame, um mês depois do incêndio subsiste a incógnita da renovação. A União sagrada marcou os dias seguintes ao incêndio, mas passada a emoção, a restauração da Catedral tornou-se fonte de debates e de polémicas. A lei de excepção que devia favorecer uma reconstrução rápida de Notre-Dame, encontra uma oposição dos senadores. E por seu lado, o arcebispo de Paris está os anúncios da Fundação do Património que considera ter recebido donativos suficientes para a restauração da catedral.Mudando de assunto, LE MONDE, destaca, no internacional, o Golfo e os falcões de Washington que apostam no aumento da tensão. A sabotagem de navios e ataques de um oleoduto encorajam os defensores duma linha dura contra o Irão, como John Bolton. Os ataques hutistas, aliados do Irão, contra a Arábia saudita, encorajam os falcões de Washington. É difícil de imaginar que os rebeldes hutis no Iémen tenham adquirido drones sem o apoio do Irão e do Hisbolah, diz a linha dura dos americanos que quer castigar o Irão.Em relação à África, o mesmo vespertino, dá relevo ao acordo entre civis e militares sobre a transição no Sudão. O exército cederá o poder a um governo nomeado por três anos que deverá organizar eleições no país. Uma assembleia legislativa será criada e deverá ser composta por 67% de membros da aliança que conduziu o escrutínio.Enfim, ainda LE MONDE, destaca os franceses do Burkina Faso que estão preocupados com a ameaça terrorista. A maioria dos 3000 membros da comunidade adaptam os seus comportamentos aos riscos de raptos e atentados.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.