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Revista de Imprensa

Alemanha quer retirar Parlamento europeu de Estrasburgo francês

Áudio 03:38
Primeiras páginas dos jornais franceses 16 de maio de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses 16 de maio de 2019 RFI

As primeiras páginas da imprensa diária francesa apresentam-se diversificadas, com temas que vão do nacionalismo na India, passando pelas eleições europeias, até à marginalização de mulheres na diplomacia francesa.Febre nacionalista, na India, titula, LA CROIX. No país do primeiro-ministro, Narendra Modi, minorias cristãs e muçulmanas sofrem ataques violentos repetidos de extremistas hindus. É o medo de minorias que a India está a viver. Todo o tipo de discriminações entre no campo de batalha do nacionalismo, afirma um especialista, ao jornal LA CROIX. Acolhimento e não rejeição, titula, L'HUMANITÉ, sobre a União Europeia e os migrantes. O aumento xenófobo e nacionalista em diferentes países não é alimentado pelos exilados mas por escolhas indignas de dirigentes liberais da União Europeia, acrescenta, o jornal comunista. A batalha de Estrasburgo, atiça diferendos franco-alemães, é o título principal do jornal LE FIGARO. Enquanto Merkel evoca confrontos com Macron, a vontade de Berlim suprimir a sede do Parlamento europeu em Estrasburgo corre o risco de agravar as tensões. Tema de campanha europeia na Alemanha, a futura chanceler Annegret Kramp-Karrenbauer, lançou os dados para cima da mesa reclamando uma transferência da sede do Parlamento europeu para Bruxelas. Do seu lado, o presidente Macron, disse assumir o confronto fecundo com a chanceler Merkel para construir um compromisso, nota, LE FIGARO. LE MONDE, titula, sobre as derivas orçamentais do Parlamento europeu, orçamento que atinge os 2 mil milhões de euros em 2020, o equivalente de 2,5 milhões de euros por deputado. Mudando de assunto, na diplomacia francesa, LIBÉRATION, titula, brincando com um trocadilho, ilustrado com as pernas duma mulher, que as mulheres ficam no Cais, que em francês é Quai, nome por que é conhecido a sede do ministério dos negócios estrangeiros.Objectos actualmente de um gigantesco jogo de cadeiras, as embaixadas de França continuam a ser dominada por homens, sobretudo as embaixadas de prestígio. No ministério ainda as mulheres não conseguiram partir o tecto de vidro que as impedem de progredir na carreira. Segundo o investigador, Lequesne, o ministério dos negócios estrangeiros patina com a fraca diversidade dos formados que saem da Escola Nacional de Administração. As mulheres têm uma relação menos obsessiva com o poder, sublinha o investigador. O mesmo vespertino, destaca ainda que a França não está preparada para o choque climático. Segundo um relatório senatorial, a França deve anticipar ainda mais os efeitos do aquecimento global esperados para o ano 2050. Os territórios mais vulneráveis são os ultramarinos e as zonas litorais e montanhosas. Enfim, sobre a África, livros sobre história colonial em Argélia e Senegal, com LE MONDE, descrevendo colonizados nas entrelinhas dos arquivos. Em junho vai haver um dia de conferências sobre os arquivos nacionais ultramarinos com o objectivos de desconstruir os arquivos coloniais.  Uma vontade de ultrapassar uma leitura imediata, política e jurídica da montanha de documentos dos séculos XIX e XX para sondar como foram produzidos, o que não é dito e as ambiguidades. A antiga ministra do Mali, Aminata Traoré, defende, que o trabalho forçado colonial seja reconhecido como crime contra a humanidade, acrescenta, LE MONDE. 

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