Acesso ao principal conteúdo
FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES

Gabriel Abrantes volta a conquistar Cannes

Realizador português Gabriel Abrantes em Cannes a 19 de Maio de 2019.
Realizador português Gabriel Abrantes em Cannes a 19 de Maio de 2019. rfi/Miguel Martins

O realizador português Gabriel Abrantes causou forte impressão aquando da projecção este domingo em Cannes da sua mais recente curta metragem. O filme, em competição na Quinzena dos realizadores, partiu de um conto infantil dinamarquês com uma menina de pedra que ganha vida no Museu do Louvre e percorre à noite as ruas de um Paris em plena ebulição.

Publicidade

"Les extraordinaires mésaventures de la jeune fille de pierre" (As extraordinárias desventuras da menina de pedra, em tradução livre) foi inspirado num conto de Hans Christian Andersen, romancista dinamarquês do século XIX.

Tratava-se, então, de um pinheiro que sonha em ser uma árvore de Natal, acabando por conseguir concretizá-lo, mas de forma não muito bem sucedida.

Neste filme trata-se de uma estátua que, estando num museu, teima em irromper na vida parisiense do mundo real.

Defronta-se com movimentos de protesto parisienses premonitórios dos "coletes amarelos" que foram as reuniões nocturnas de reflexão social "Nuit debout", acaba por travar amizade com um hipópotamo, outra obra de arte do museu, com quem decide partir, depois, rumo a Nova Iorque.

Um cinema do burlesco, admite o realizador, na linha dos projectos anteriores que o notabilizaram, nomeadamente a sua primeira longa metragem que na edição 2018 do Festival de Cannes obteve com "Diamantino" o Grande Prémio.

Na altura Carloto Cotta encarnava um futebolista português em pleno declínio.

Os 20 minutos desta "menina" fizeram muito rir e reagir a sala do Teatro Croisette que se terminou com uma forte ovação do público.

O realizador enfatizou o perfil do italiano Paolo Moretti que, desde este ano é o delegado geral da Quinzena dos realizadores, selecção paralela do Festival de cinema de Cannes.

Moretti que no passado já tinha seleccionado para Veneza uma obra de Abrantes, com a cumplicidade de Daniel Schmidt.

Mais pormenores aqui.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.