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Portugal/França

Portugal defende aliança europeia contra extrema-direita

Primeiro-minsitro português, António Costa, esteve hoje em Paris.
Primeiro-minsitro português, António Costa, esteve hoje em Paris. RFI

O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu, hoje, em Paris uma «união entre democratas e progressistas em toda a Europa» contra a ameaça da extrema-direita nas eleições europeias do próximo fim-de-semana. António Costa vai encontrar-se, esta noite, com o presidente francês Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu.

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O primeiro-ministro português, António Costa, vai encontrar-se, esta noite, com o presidente francês Emmanuel Macron, a menos de uma semana das eleições europeias. O chefe de governo socialista defendeu uma « união entre democratas e progressistas em toda a Europa » contra a ameaça da extrema-direita e perante « uma Europa muito pulverizada do ponto de vista político».

« Naturalmente que nós temos de trabalhar em conjunto na Europa e garantir que, na próxima segunda-feira, entre as diferentes famílias políticas, há a capacidade de diálogo para encontrar soluções que permita uma grande união entre os democratas e os progressistas em toda a Europa. Quando vemos a extrema-direita a construir uma internacional à escala europeia, é tempo de compreender que independentemente das diferenças entre uns e outros, o que é mais importante é que todos os democratas, todos os progressistas sejam capazes de ter uma visão comum e positiva àquilo que são os anseios e as necessidades dos cidadãos », afirmou, em declarações aos jornalistas, depois de ter percorrido o centro comercial BHV e de ter brindado com um vinho do Porto à campanha de promoção de Portugal.

António Costa acrescentou: « Face à aliança da extrema-direita só podemos responder com uma grande aliança dos democratas e progressistas».

Questionado pela RFI se a sua imagem não vai padecer com o apoio a Emmanuel Macron que é contestado pelos coletes amarelos há meio ano, António Costa disse que tem trabalhado bem com o presidente francês, « independentemente das questões internas ». O chefe de governo sublinhou a « aliança muito frutuosa» com França no que toca à reforma da Zona Euro e à política migratória.

O primeiro-ministro disse, ainda, que o objectivo da sua visita não é colar-se a Macron, mas «colar-se a esta imagem de Portugal » que está em grande destaque nos armazéns BHV e «apoiar esta campanha» de promoção dos produtos lusos em Paris.

A visita acontece seis dias antes das eleições europeias de 26 de Maio e depois de uma mensagem de apoio gravada por António Costa ter passado num dos encontros do partido do Presidente Macron.

A lista “Renaissance”, do partido LREM, de Emmanuel Macron, está taco a taco nas sondagens com o partido de extrema-direita, Rassemblement National, de Marine Le Pen.

Depois de Paris, o primeiro-ministro português segue para Viena, na Áustria, onde vai participar, esta terça-feira, no Congresso da Confederação Europeia de Sindicatos. António Costa vai falar num painel intitulado “Do Pilar Europeu dos Direitos Sociais a um contrato social para a Europa”.

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