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FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES

Filme sul-coreano ganhou Palma em Cannes

Realizador sul-coreano com a Palma de ouro em Cannes a 25 de Maio de 2019 pelo filme  «Parasita».
Realizador sul-coreano com a Palma de ouro em Cannes a 25 de Maio de 2019 pelo filme «Parasita». REUTERS/Eric Gaillard

"Gisaengchung", ou "Parasita" ganhou a Palma de ouro do Festival de cinema de Cannes entre as 21 longas metragens que disputavam o troféu. África com "Atlântico" da franco-senegalesa consegue com o seu primeiro filme o Grande Prémio.

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Quando uma família pobre consegue infiltrar-se no dia-a-dia de uma família rica, eis a receita deste filme sul-coreano, "Parasita" do sul-coreano Bong Joon Ho.

Uma paródia que não deixa de evocar as relações de classes na Coreia do Sul, a consagração para o realizador de Okja que há dois anos aqui também causara muito boa impressão.

A primeira longa metragem da franco-senegalesa Mati Diop consegue o Grande Prémio para "Atlântico", uma história de migrantes e fantasmas, o único filme em competição a representar o continente africano.

O prémio do júrio foi partilhado entre um filme do Brasil, outro de França.

Tratam-se, respectivamente, de "Bacurau", de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, uma comunidade rural revolta-se contra o despotismo de um dirigente local.

Já o francês  "Os miseráveis", era o primeiro filme de Ladj Ly, cineasta de origem maliana, a história da violência entre a polícia e bandos de jovens delinquentes dos subúrbios.

Pedro Almodovar voltou a falhar a palma de ouro, mas Antonio Banderas que tinha o papel principal em "Dor e glória", é recompensado com o prémio de melhor actor.

Trata-se da história de um cineasta homossexual que efectua um regresso ao seu passado, um guião que poderia ter um lado muito autobiográfico do realizador.

O júri, presidido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu, atribuíu uma menção especial a "It must be heaven" (Deve ser o céu) do palestiniano Elia Suleiman, a história de um palestiniano à procura de uma terra de acolhimento.

O prémio do melhor cenário foi para a francesa Céline Sciamma com "Le portrait de la jeune fille en feu" (O retrato da jovem em lume), a história de amor entre duas mulheres no século XVIII.

O prémio de melhor actriz foi atriuído à anglo-americana Emily Beecham, protagonista de "Little Joe" (Pequeno Joe) de Jessica Hausner; ela interpreta uma cientista de experiências genéticas com plantas.

O prémio de melhor encenação foi para "Le jeune Ahmed" (O jovem Ahmed) dos irmãos belgas Dardenne, a história de um jovem radical islâmico.

Nas curtas metragens foi distinguida a argentina Agustina San Martín com o filme "Monstruo Dios" (Monstro Deus) e a Palma de ouro foi atribuída ao grego Vasilis Kekatos com "A distância entre nós e o céu", uma obra versando sobre um encontro numa bomba de gasolina.

A câmara de ouro foi para César Díaz, um prémio que recompensa um primeiro filme, no caso "Nuestras madres" (Nossas mães" sobre as sequelas da guerra civil na Guatemala e que integrava a secção paralela da "Semana da crítica".

Veja aqui o resumo deste palmarés.

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