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França

Paris e Berlim têm candidatos diferentes à Comissão europeia

Chanceler alemã Angela Merkel e o Presidente francês, Emmanuel Macron, defendem candidatos diferentes
Chanceler alemã Angela Merkel e o Presidente francês, Emmanuel Macron, defendem candidatos diferentes Oliver Matthys/Pool via REUTERS

Braço de ferro entre Paris e Berlim, com o Presidente francês, Macron e a chanceler alemã, Merkel, a apoiarem candidatos diferentes à presidência da Comissão europeia. E o PPE que já tinha escolhido o candidato apoiado pela chanceler alemã, Manfred Weber, a não obter a maioria no Parlamento europeu, apesar de ser a formação política com mais votos.

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A candidatura do conservador alemão, Manfred Weber, da CSU, da Baviera na Alemanha, apoiado pela chanceler alemã, Angela Merkel, à presidência da Comissão europeia, não tem razão de ser, declarou, esta quarta-feira, a porta do governo francês, Sibeth Ndiaye.

A governante francesa defendia numa entrevista à rádio pública, France Inter, a posição do Presidente francês, Macron, que desde o começo, declarou que Manfred Weber, não tinha experiência para o cargo.

Macron, prefere para a presidência da comissão europeia, a dinamarquesa, Margrethe Vestager, até agora comissária europeia para a Concorrência e do partido liberal, ou do social democrata holandês, Timmermans, ou ainda do francês, Michel Bernier, negociador europeu do Brexit.

O curioso é que Timermans, que até agora, apoiava o candidato da Alemanha, Manfred Weber, está entre os nomes preferidos pelo Presidente Macron, porque social-democrata holandês. 

E em Paris é reforçado a posição de Macron, com a porta-voz do governo, rejeitando o candidato alemão: "Creio que esta candidatura não tem razão de ser", declarou à France Inter. 

A situação piorou, esta quarta-feira, quando o PPE, que ganhou as eleições europeias, primeira força, mas sem maioria, que já tinha escolhido Manfred Weber, não obteve os votos dos outros partidos no Parlamento europeu.

Mas, a chanceler alemã, Merkel, voltou a insistir no seu candidato, Manfred Weber, recorrendo à regra saída do Tratado de Lisboa, de que o presidente da Comissão europeia é o cabeça de lista do partido mais votado para o Parlamento europeu, regra aplicada nas anteriores eleições pela França e todos os outros.

Por interesses políticos, o Presidente Macron e formações centristas e liberais, resolvem alterar a regra de inspiração alemã chamada "Spitzenkandidat" ou seja do cabeça de lista do Partido vencedor.

Berlim e Paris divergem-se sobre Presidente da Comissão europeia

O Presidente Macron, diz que o presidente da Comissão europeia, tem de ser uma pessoa experiente com credibilidade, deixando entender que Manfred Weber, não tem gabarito para o posto, quando o alemão era até agora Presidente do grupo do PPE, no mesmo Parlamento europeu.

Outros dirigentes liberais, conservadores, verdes e centristas, defendem que Weber, que é da CSU, parceira da CDU, no governo na Alemanha, é um ultra-conservador que votou no Parlamento europeu contra lésbicas e homossexuais.

Só que a chanceler alemã, Angela Merkel, que já não é líder da CDU/CSU, está em fim de mandato e não quer deixar a batata quente para a sua sucessora, que tem de gerir uma coligação com os seus problemas a nível nacional, onde a CDU tem perdido várias eleições, enquanto a CSU, soma vitórias.

Sem falar nas sucessivas derrotas do SPD, outra parceira governamental, ou no avanço da extrema-direita AfD, na Alemanha e mesmo nas eleições europeias, onde aumentou o seu número de deputados no Parlamento europeu .

É este o quadro deste braço-de-ferro entre Berlim e Paris, que uma vez mais, tentam impor as suas estratégias aos outros países da União europeia.

Logo, por interesses nacionais, tudo está em aberto, com cada uma das capitais, a tentar obter apoios entre os outros partidos, para se designar o ou a Presidente da Comissão europeia, mas alterando, uma regra que aplicaram nas precedentes eleições. 

A ver vamos !

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