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FUTEBOL

Platini solto sem ser acusado

Michel Platini, à direita, e o advogado William Bourdon saem da Polícia judiciária em Nanterre a 19 de Junho de 2019.
Michel Platini, à direita, e o advogado William Bourdon saem da Polícia judiciária em Nanterre a 19 de Junho de 2019. Reuters/Gonzalo Fuentes

Michel Platini foi solto sem ser formalmente acusado. O antigo patrão da UEFA deixou na madrugada as instalações do Departamento anti-corrupção da Polícia judiciária francesa em Nanterre, perto de Paris. O também antigo vice-presidente da FIFA foi ouvido por suspeitas de corrupção na atribuição do Mundial 2022 no Qatar e do Euro de França de 2016.

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Para além de Michel Platini, antigo craque do futebol antes de chegar aos lugares cimeiros do futebol europeu e internacional, foi ouvido Claude Guéant, o antigo braço direito do presidente francês Nicolas Sarkozy.

Guéant, contrariamente a Platini, foi ouvido apenas como suspeito livre e nunca esteve sob custódia policial.

Este regime imposto a Platini implicou também Sophie Dion, antiga conselheira desportiva do ex presidente francês Nicolas Sarkozy.

Também ela deixou em liberdade as instalações da Polícia judiciária sem ser formalmente acusada.

Platini alegou ter respondido de forma "tranquila" às perguntas que lhe foram colocadas sobre "o Euro 2016, o Mundial da Rússia, o Mundial do Qatar, a FIFA".

O respectivo advogado, William Bourdon, referiu ter-se feito "muito barulho para nada".

Os advogados de Claude Guéant alegam que o respectivo cliente teria desmentido saber de qualquer corrupção nestes casos do futebol internacional.

A justiça francesa interessa-se, nomeadamente, a uma "reunião secreta" no Palácio da presidência a 23 de Novembro de 2010.

Participavam Nicolas Sarkozy, presidente, o então príncipe herdeiro do Qatar, Tamin bin Hamad al Tahani e Michel Platini.

O encontro teria tido como pretensão confirmar que Platini votaria mesmo pela escolha do Qatar para acolher o Mundial de futebol de 2022.

O ministério público francês, ligado aos crimes financeiros, abriu um inquérito preliminar em 2016 por "corrupção privada", "associação de malfeitores", "tráfico de influências" e "dissimulação de tráfico de influências".

O objectivo foi examinar as condições de atribuição dos Campeonatos do Mundo de Futebol em 2018 e 2022.

Recorde-se que, em 2 de dezembro de 2010, o Mundial de 2018 foi atribuído à Rússia, face à Inglaterra que foi eliminada logo na primeira volta.

No entanto, a surpresa geral foi a atribuição do Mundial de 2022 ao Qatar que venceu os Estados Unidos na última ronda.

A designação do Qatar, onde as temperaturas escaldantes quase impossibilitam a prática do futebol, levantou logo suspeitas de corrupção, e desencadeou a grave crise que agitou a FIFA desde 2015.

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