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União Europeia

Novas lideranças na UE "a haver mudanças políticas será para pior"

David Sassoli novo presidente do Parlemento Europeu eleito a 3/07/2019
David Sassoli novo presidente do Parlemento Europeu eleito a 3/07/2019 REUTERS/Vincent Kessler

Concluídas esta quarta-feira (3/07) as eleições das cinco novas personalidades que vão dirigir as instituições da União Europeia, com a eleição do novo presidente do Parlamento Europeu, o italiano David Sassoli.

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Após três dias de impasse total, foram finalmente eleitas as cinco personalidades que a partir de 1 de Novembro vão dirigir as diferentes instituições da União Europeia.

Presidente da Comissão Europeia, ministra da defesa alemã Ursula von der Leyen da CDU e do Partido Popular Europeu, eleita por cinco anos com o apoio nomeadamente da Alemanha e da França.

Vice-presidente da Comissão Europeia Franz Timmermans, holandês e potencial candidato à presidência desta instituição, mas boicotado pelo grupo de Visegrado, dominado pela extrema-direita e constituido pela Polónia, Hungria, República Checa e Eslováquia.

Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, primeiro-ministro belga liberal.

Presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, social-democrata italiano.

Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, antiga ministra das finanças do governo do Presidente Nicolas Sarkozy, que vai suspender o seu mandato como directora-geral do FMI, que dura até 2021.

José Gusmão eleito a 26 de Maio segundo eurodeputado do Bloco de Esquerda considera que com estas eleições "a 'geringonça' europeia falhou por acordos sobretudo com a direita que assegura a presidência da Comissão Europeia e a presidência do BCE, que para além de serem distribuidas pela direita, são distribuidas pelo eixo franco-alemão, com escolhas condicionadas pelo grupo de Visegrado, liderado pela extrema direita europeia...todos os pressupostos da solução que tinha sido planeada ruíram".

José Gusmão considera ainda que "não haverá mudanças políticas e a havê-las será para pior", denuncia que a escolha de Ursula von der Leyen para presidente da Comissão Europeia "parece confirmar uma viragem militarista, que é do interesse quer da Alemanha quer da França, para dar cobertura às indústrias de armamento europeias".

José Gusmão admite no entanto que no "Parlamento Europeu existe força para fazer este acordo voltar para trás, desde que o que vingue nas bancadas mais progressistas não seja uma perpectiva de resignação a este acordo, que é basicamente aquilo que tem levado a Europa pelos caminhos pelos quais tem andado. Portanto estas coisas devem ser bloqueadas e o Parlamento Europeu tem a última palavra e deve exigir propostas que sejem consentâneas".

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