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Revista de Imprensa

Purgas na Rússia e democratas querendo destronar Trump

Áudio 02:11
Primeiras páginas dos jornais franceses 02 de agosto de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses 02 de agosto de 2019 RFI

A actualidade internacional domina as primeiras páginas dos jornais franceses desde primárias dos democratas nos Estados Unidos, passando pelos GAFA até perseguições políticas na Rússia.Rússia em tempo de purgas políticas, titula, LE MONDE. Ministros, governadores, chefes da administração, as prisões de altos responsáveis multiplicam-se através do país há várias semanas. Os inquéritos criminais por casos de corrupção veiculados na imprensa oficial coincidem com a guerra dos clãs no Krelim."É uma luta demasiado selectivo para ser sincero", considera um observador. Estas purgas visam sobretudo instilar o medo no coração das elites no poder. Enquanto aumenta a repressão da oposição, o quarto mandato de Vladimir Putin, nota LE MONDE. GAFA: há que desmantelar os gigantes do digital?, pergunta em título, LE FIGARO. O poderio das empresas de Internet preocupa os republicanos e os democratas americanos. O cerco aperta-se em torno desses gigantes.A questão do peso de Facebook, Appel, Google e Amazon está no coração do começo da campanha para as presidenciais de 2020. E sobretudo vários inquéritos foram abertos nos Estados Unidos sobre os GAFA, inclusivamente, pelo próprio ministério da Justiça, nota, LE FIGARO.Por seu lado, LA CROIX, titula, migrantes, pressões sobre o México. Os mexicanos são forçados pelos Estados Unidos a endurecer os controlos nas fronteiras. O México pratica caça aos imigrantes no seu território impedindo-os de avançar para o norte.Só no mês de junho as autoridades mexicanas prenderam cerca de 24 mil pessoas indocumentadas. "Estamos perante uma política anti-migratória cada vez mais violenta", afirma um mexicano do centro dos direitos humanos.A estratégia do presidente americano, Donald Trump para forçar o seu vizinho do sul a reduzir os fluxos de imigrantes para os Estados Unidos pôs de joelhos o governo mexicano que para evitar uma nova ameaça da instauração duma taxa de 5% sobre os produtos importados do México executa instalando com carácter de urgência 6.500 forças da segurança de fronteira no sul do país, acrescenta LA CROIX. Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula, sobre renovação da esquerda americana. As ideias de Bernie Sanders e de jovens eleitas que lideram a oposição a Trump impõem-se nas primárias dos democratas. No seu editorial, intitulado em nome de Trump, o jornal comunista pergunta que fazer de Trump?Zombando ou destabilizados pelo grosseiro personagem que se tornou presidente da primeira potência mundial a lição tem de ser aprendida. Que sejamos simpáticos ou não com ele, Trump só ouve a sua própria voz, acrescenta o editorial do L'HUMANITÉ.Mudando de assunto, LIBÉRATION, titula  sobre tráfico de orgãos, os rins do desespero. Acena-se-lhes com alguns milhares de dólares e tem-se numerosos clandestinos activos no Egipto para financiar a viagem para a Europa sejam elas vítimas da sua própria carne de redes que exploram a penúria de orgãos. Sudaneses, eritreus ou etíopes sonhando com a Europa, são assediados na ilegalidade total no Cairo a venderem órgãos dos seus corpos por alguns milhares de euros. Tudo para acabar numa saúde precárias na ausência de cuidados médicos e ilusões perdidas.Segundo a OMS, o Egipto seria um dos países mais afectados para transplantações ilegais, depois da China, Filipinas e India, acrescenta, LIBÉRATION.Enfim, LE MONDE, destaca ainda sobre o continente africano, a Argélia, onde o sector automóvel está fragilizado. "Só nos resta dois modelos", diz desiludido um vendedor de carros a um cliente. Num stand de Hyundai em Argel a actividade é quase nula. Um autocolante duma viatura propala "madi bladi" ou seja, fabricado no país. Mas o maior salão de exposição de carros de África, perdue o seu Presidente Mahieddine detido no quadro de uma investigação sobre corrupção. Três outros patrões do automóvel foram igualmente detidos pela justiça argelina. Durante o quarto mandato de Abdelaziz Bouteflika, o sector automóvel tornou-se no projecto industrial na moda. A indústria automóvel podia ser um valor acrescentado à economia argelina muito dependente dos hidrocarbonetos, acrescenta LE MONDE.

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