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França

Homenagem a lusodescendente acaba com tumultos em Nantes

Protesto contra a violência policial depois da morte de Steve Maia Caniço
Protesto contra a violência policial depois da morte de Steve Maia Caniço RFI/Guilherme Monteiro

A homenagem ao lusodescendente Steve Maia Caniço acabou em confrontos entre as autoridades e os manifestantes, na cidade de Nantes. Várias pessoas foram detidas.

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A onda de indignação pela morte do lusodescendente Steve Maia Caniço não  pára de aumentar em França, com foco na cidade de Nantes, onde este sábado teve lugar uma marcha de homenagem, seguida de uma manifestação contra a violência policial, onde mais de 40 pessoas foram detidas.

Os números avançados pela estação francesa BFMTV, são um reflexo do caos que se instalou na cidade depois dos manifestantes terem, na parte da manhã, homenageado Steve Caniço de forma serena com uma longa salva de palmas, seguida de um minuto de silêncio.

O cenário mudou, contudo, de forma radical na área em que as autoridades interditaram qualquer tipo de manifestação sob o argumento de que estariam entre os manifestantes elementos extremistas.

Os revoltosos acabaram por circular por ruas adjacentes da cidade, onde à medida que exigiam a demissão do ministro do interior francês, Christophe Castaner, pilharam lojas, incendiaram caixotes do lixo e rebentaram petardos.

A polícia foi mesmo obrigada, por diversas vezes, a avançar sobre os manifestantes com o lançamento de gás lacrimogéneo.

É necessário recordar que Steve Maia Caniço desapareceu na madrugada da Festa da Musica, de 21 para 22 de junho, depois de uma intervenção policial em que terão sido usados gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar os jovens, o que terá levado a que várias pessoas tenham caído ao rio Loire.

Um relatório do IGPN, a chamada "polícia das polícias", entretanto divulgado esta semana, um dia depois do corpo do jovem ter sido encontrado no rio Loire, acabou por ilibar os agentes policiais de qualquer responsabilidade na morte de Steve.

No entanto, o ministro do Interior francês, Christophe Castaner, admitiu a persistência de dúvidas dúvidas quanto à legalidade do uso de gás lacrimogéneo.

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