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Revista de Imprensa

Aquecimento, China agressiva em Hong Kong ou transição no Sudão

Áudio 04:14
Primeiras páginas dos jornais franceses de 16 de agosto de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses de 16 de agosto de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como a nível internacional.LE MONDE, titula, julho de 2019, o mês mais quente de todos os tempos. A agência meteorológica americana, confirmou ontem que este mês de julho tinha batido dos os recordes de calor desde o início do processo de registo. O mês de julho registou um ultrapassou os 0,95° centígrados que é a média dos meses de julho do século XX, situando-se agora nos 1,2° C acima daquela da era pré-industrial. É o vigésimo terceiro mês de julho de seguida ser mais quente que a média, consequência da pesada tendência ao aquecimento global devido à actividade humana. Para alertar sobre a emergência climática, mecenas investem em ONG's a favor de acções radicais, nota LE MONDE.Por seu lado, LEFIGARO, titula,  Hong Kong: aumenta a preocupação nos Estados Unidos e na Europa. Washington apela à retenção e Paris convida ao reatamento do diálogo, enquanto a China aumenta ostensivamente suas tropas às portas do território autónomo. Prelúdio duma intervenção militar ou nova tentativa de intimidação? Após 10 semanas de um confronto cada vez mais tenso entre os manifestantes e a polícia de Hong Kong, um importante contingente militar chinês foi visto na quarta-feira em Shenzhen, a poucos kms do território autónomo. "Pequim não ficará de braços cruzados se a situação se tornar incontrolável  e tem meios suficientemente poderosos para rapidamente reprimir os distúrbios", garantiu ontem o embaixador da China em Londres, acrescenta LE FIGARO.   Ainda no internacional, LE MONDE dá relevo à geopolítica de Caxemira, território de todos os perigos. Nova Deli festejou em Caxemira o aniversário da sua independência, quando a região continua no centro das tensões entre a India e o Paquistão sob o olhar atento da China. Por cá em França, LIBÉRATION, titula, comerciais elegantes, a lei dos sapatos de salto alto. Tornadas coisas, assediadas, agredidas, agentes comerciais que as acolhem testemunham sobre as suas condições de trabalho. Uma conta Twitter #PasTaPotiche, que numa tradução livre poderia ser não sou o teu vaso de flores, não sou a tua coisa de exibição, denuncia o sexismo na profissão."Tive a impressão de ser desumanizada, transformada em boneca do cliente", conta uma dessas meninas que a gente vê exibidas em publicidades de uma boa marca de automóvel. "É como se estivéssemos lá para sermos embaladas com o carro à venda", afirma a socióloga Gabrielle Schûtz, que denuncia comportamentos indecentes de clientes homens e o carácter temporário do trabalho dessas belezas femininas, caso, não haja as vendas fiquem abaixo da meta estipulada.L'HUMANITÉ, por sua vez, titula, sobre as cidades esgotadas pelos grandes paquetes de turismo de cruzeiro. Habitantes e territórios são desprezados pelos turistas de cruzeiro e clientes da hotelaria AIRBNB. Em Marselha e região do sul da França, esse mercado de paquetes de luxo é só poluição, especulação imobiliária e balnearização de certos bairros. O transporte marítimo é responsável de cerca de 30% dos óxidos de azoto e de 10% de um tipo de partículas físico-químicas nocivas, acrescenta L'HUMANITÉ.Enfim, sobre o continente africano,LE FIGARO refere-se aos 75 anos do desembarque na Provença: o Presidente Macron rende homenagem a soldados vindos de África. Macron, convidou os presidentes de câmaras municipais a mudar nomes de ruas e praças para dar visibilidade a nomes de africanos celebrando assim a melória de soldados vindos do continente africano desembarcando em terras de Provença em agosto de 1944. A França tem nela uma parte de África, sublinhou, Macron. Para LE MONDE, as atenções vão para o Sudão onde houve uma frágil vitória histórica dos democratas. Civis e militares ultimam a assinatura duma declaração constitucional para organizar a transição pós-ditadura. A declaração de 20 páginas a ser assinada no dia 17 de agosto substituirá a Constituição e organizará as instituições para uma transição de 39 meses, acrescenta, LE MONDE.

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