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FRANÇA/REINO UNIDO

Paris e Londres garantem Irlanda sem fronteira

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, acolhido em Paris pelo presidente francês, Emmanuel Macron, a 22 de Agosto de 2019.22/08/2019.
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, acolhido em Paris pelo presidente francês, Emmanuel Macron, a 22 de Agosto de 2019.22/08/2019. REUTERS/Gonzalo Fuentes

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, almoçou esta tarde aqui em Paris com o presidente francês, Emmanuel Macron. Este será o anfitrião em Biarritz, na costa basca, no sábado da cimeira do G7, as sete maiores potências do mundo onde o Brexit será incontornável. A França quer evitar um regresso a uma fronteira na Irlanda.

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O chefe do executivo de Londres admite perceber a postura de Macron, em prol da defesa do mercado único europeu.

"Em circunstâncias algumas o governo britânico virá implementar ou impor controlos de qualquer tipo na fronteira entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda.

Percebo o desejo do presidente francês de proteger a integridade do mercado único.

É óbvio que percebemos isso. Mas acreditamos que haja formas de proteger o mercado único e de autorizar a saída do Reino Unido da União Europeia de forma cabal.

Parece-me que há soluções técnicas disponíveis para o efeito, permitam-me repetir uma coisa crucial:

Em circunstância alguma o Reino Unido vai impor controlos na fronteira.

Não nos parece necessário, do ponto de vista da União Europeia, que se tenha de proteger o mercado único."

Boris Johnson afirma-se confiante no alcance de um novo acordo para o Brexit até 31 de Outubro, data da saída do Reino Unido da União Europeia.

Por seu lado o presidente francês sempre se afirmou hostil a novas negociações, após a longa maratona negocial entre Bruxelas e Londres para um protocolo nunca homologado pelo parlamento britânico.

Emmanuel Macron disse, ainda assim, estar "confiante" em que uma solução venha a ser encontrada nos próximos 30 dias.

Uma postura semelhante à da chanceler alemã, Angela Merkel, que ao receber Boris Johnson nesta quarta-feira, se declarara a favor de um novo cenário a propor dentro de 30 dias para se evitar um "Brexit duro", ou uma saída de Londres do bloco sem acordo.

"O que a chanceler Merkel disse ontem e que corresponde ao espírito dos nossos pontos de vista que tivemos desde o começo é que temos de ter visibilidade dentro de 30 dias.

"Ninguém vai esperar até 30 de outubro sem tentar encontrar uma boa solução! Mas se não encontrarmos uma boa solução não podemos do dia para a noite mudar de opinião.

"Logo, temos de tentar que seja um mês útil, um mês útil em que Michel Barnier e sua equipa de negociadores de um lado e doutro negociadores do Reino Unido possa permitir encontrar o que pode responder a pontos de constrangimentos  mas sem mudar os equilíbrios profundos do acordo de saída do Brexit.

"Porque houve muito empenho nessa questão, reforçada por uma decisão unânime dos 27.

"Mas quero ser bem compreendido: no próximo mês que vem, não vamos ter um novo acordo de saída que esteja longe das bases negociadas.

"Se houver aspectos que no quadro em que o acordo foi negociado por Michel Barnier possam ser adaptados e em conformidade com os  2 objectivos, estabilidade na Irlanda e integridade do Mercado único, teremos que encontrar uma solução neste espaço dum mês.

"Caso contrário, isto quer dizer, que o problema é mais profundo, que é um problema político britânico, e neste caso, não é a negociação que pode resolvê-lo. É uma escolha que o primeiro-ministro terá de fazer, mas não é nossa função."

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