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Portugal

António Costa apela ao regresso dos emigrantes

António Costa, ao centro, na apresentação dos candidatos pelo círculo eleitoral da Europa. Paris, 3 de Setembro de 2019.
António Costa, ao centro, na apresentação dos candidatos pelo círculo eleitoral da Europa. Paris, 3 de Setembro de 2019. Carina Branco/RFI

O secretário-geral do PS, António Costa, esteve em Paris, esta terça-feira, para apresentar os candidatos pelo círculo da Europa para as legislativas de Outubro. António Costa apelou ao regresso dos portugueses no âmbito do Programa Regressar e disse que “grande parte da recuperação económica do país deve-se à diáspora”.

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O Programa Regressar, de incentivos ao regresso dos emigrantes portugueses ao seu país, teve 3.000 pessoas interessadas no primeiro mês em vigor, mas apenas 71 se inscreveram.

Em campanha para as legislativas de 6 de Outubro, António Costa apelou ao regresso dos emigrantes e lusodescendentes e sublinhou que “grande parte da recuperação económica do país deve-se à diáspora”.

Nós queremos também acolher-vos em Portugal, a todos aqueles que queiram regressar a Portugal", afirmou.

António Costa declarou que foi graças às comunidades portuguesas que, mesmo no período de crise, se manteve a “alta confiança” em Portugal e o prestígio dos portugueses no mundo. Apontou, como fruto desse prestígio, a eleição de António Guterres como Secretário-Geral da ONU, de Mário Centeno como presidente do Eurogrupo, os “recordes de investimento estrangeiro em Portugal” e “as agências de ‘rating’ todas com ‘outlook’ positivo sobre Portugal”.

O secretário-geral do PS respondeu, ainda, aos jornalistas que “não é de excluir” a hipótese de chamar alguém oriundo das comunidades para formar governo.

Não é de excluir essa hipótese. Demos agora um passo muito significativo que foi candidatar como cabeça-de-lista pelo círculo do resto do mundo o número dois do Governo, Augusto Santos Silva. Isso traduz a nossa vontade de termos uma relação mais estreita [com as comunidades]”, afirmou, sublinhando que a aposta de colocar o actual ministro dos Negócios Estrangeiros na lista pretende conseguir deputados num círculo “em que tradicionalmente o PS tem dificuldades em eleger deputados”.

Paulo Pisco, o líder da lista de oito candidatos no círculo da Europa - que conta com quatro lusodescendentes - e José Luís Carneiro, candidato a deputado e actual secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, também enumeraram as medidas promovidas pelos Governo nos últimos quatro anos relacionadas com a diáspora, como a modernização dos consulados, o programa Regressar e o recenseamento eleitoral automático.

Este recenseamento quadruplicou o número de portugueses a votarem fora do país, o qual passou de 300.000 para 1,4 milhões de portugueses em todo o mundo que vão poder votar por correspondência nas legislativas de Outubro.

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