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Revista de Imprensa

França unida na morte do ex-Presidente Jacques Chirac

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Primeiras páginas dos jornais franceses 27 de setembro de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses 27 de setembro de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções à morte do antigo Presidente francês, Jacques Chirac. LE MONDE, titula, a morte de Jacques Chirac. Um destino, uma época. O antigo Presidente da República morreu ontem em Paris. A morte de Jacques Chirac parece unir os franceses de todas as idades. É o irmão, o pai ou o avô de todas as gerações, uma figura familiar para a maioria dos francesesDe Moscovo, a Bruxelas passando pelos países árabes é um adeus a um grande amigo, escreve, LE MONDE.No  seu editorial, um espelho das contradições francesas, LE MONDE, sublinha que com a morte de Chirac, é toda uma época que se apaga, uma parte da História da França que desaparece: esta França da guerra e pós-guerra, do gaulismo triunfante e acabado, da descolonização e dos 30 anos gloriosos, da alternância e das coabitações, do desemprego de massa e da globalização e da aventura europeia e o seu deslizamento.Uma certa ideia da direita, replica em título, L'HUMANITÉ. O antigo Presidente Jacques Chirac morreu com a idade de 86 anos e com ele é uma página da História política que é virada.Uma história francesa, relança, em títula, LA CROIX, que intitula o seu editorial, um longo percurso para sublinhar que Jacques Chirac causou muita desconfiança na sua juventude e que ainda no negativo teve o qualificativo de Rei Preguiçoso.Mas queremos também recordar o homem de Estado que em 2003 recusou dar luz verde para que a França entrasse na guerra no Iraque. E enquanto líder da direita foi uma barreira à extrema direita.Sem cerimónia, titula, LIBÉRATION. Monstro sagrado dum mundo político que já não existe, o ex-Presidente, fez uma grande travessia. Do Partido comunista ao RPR, de Corrèze a Paris, Chirac passou 40 anos nos palanques à cata de votos, de um lado, e doutro, a viver como um Rei nos Palácios da República.Adeus, relança, LE FIGARO, que, no seu editorial, um destino francês, começa por citar Jacques Chirac: "Eu vos amo", lançou, Chirac, em 2007, ao despedir-se  dos franceses. "Nós vos amamos", replicam hoje os franceses, enquanto povo unido na tristeza, ultrapassando as suas diferenças políticas.Só Deus sabe o quão este homem foi criticado e com violência! Ainda estamos lembrados das palavras da mulher, Bernadette Chirac: "os franceses não gostam do meu marido". Hoje, a emoção nacional desmente a esposa, nota, LE FIGARO.Sobre Chirac e a África, LE FIGARO, recorda a passagem do antigo presidente pela Argélia, ainda jovem sub-tenente, em 1956. Chirac, recusa ir como intérprete de russo para Berlim e responde ao apelo de Guy Mollet que obteve poderes absolutos, com toda a esquerda inclusivamente os comunistas a apoiá-lo na sua decisão de enviar um contingente para a Argélia.Chirac faz parte do regime dos caçados de África e a 14 de abril de 1956 desembarca em Oran, à frente dum pelotão de 32 homens."Foi um período apaixonante da minha existência", declarava mais tarde Chirac, que ainda na Argélia, assistiu à viragem de De Gaulle que em setembro de 1959 afirma que o recurso à autodeterminação é necessário, sublinha LE FIGARO. 

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