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Revista de Imprensa

Ofensiva militar turca no norte da Síria continua a suscitar indignação

Áudio 05:02
Primeiras páginas dos jornais franceses 14 de outubro de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses 14 de outubro de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções à ofensiva militar turca no norte da Síria contra forças curdas.Face à ofensiva turca, os curdos são forçados a pedir ajuda ao regime sírio, titula, LE MONDE. O regime sírio e as forças curdas assinaram ontem um acordo para a instalação de tropas prógovernamentais síririas no nordeste do país. Os curdos viram-se assim forçados a pedir ajuda a Damasco devido aos ataques turcos.Os Estados Unidos aceleram a sua retirada do terreno sírio, enquanto a França e a Alemanha suspendem as suas vendas de armas à Turquia, acrescenta, LE MONDE.Ofensiva turca semeia caos no norte da Síria, relança, LE FIGARO. Quando perderam uma primeira cidade, registaram diversas baixas e jiadistas são soltos, os curdos pedem ajuda a Damasco e o padrinho russo.Assim ontem tropas sírias eram enviadas para o norte. No seu editorial, inimigo interno, LE FIGARO, nota, que Erdogan não leva a sério o embargo franco-alemão sobre exportações de armas e ameaças de sanções económicas americanas.Erdogan, comporta-se em contrapartida como inimigo interno na NATO e se não tinha convencido com os massacres e êxodo de 130 mil civis, a prova dos 9 foi feita com a evasão de 800 membros de famílias de jiadistas do estado islâmico.Com os bombardeamentos turcos, essas mulheres e crianças radicalizadas atacaram os seus guardas, células adormecidas reactivadas a próxima geração de kamikazes islamitas desapareceu na natureza. Depois de uma tal prenda, o sultão ainda merece a solidariedade dos aliados?, pergunta LE FIGARO no seu editorial.Ofensiva turca na Síria, começo de um massacre, replica, LIBÉRATION. O ataque anti-turco de Ancara toma uma dimensão dramática e força os Estados Unidos a abadonar a zona. Ancara está a apostar no caos.Quanto à fuga de famílias do estado islâmico, entre as quais cerca de 30 franceses do campo de Ain Issa era uma um cenário temido por uma parte da comunidade internacional, nomeadamente, europeia. Segundo o director do campo de Ain Issa, células adormecidas jiadistas foram reactivadas atacando no domingo os guardas obrigando-os a fugir, nota LIBÉRATION.Solidariedade com os curdos, titula, L'HUMANITÉ. 10 personalidades apelam ao fim do martírio curdo. São sindicalistas, escritores, dirigentes políticos reunidos pelo jornal para defender combatentes e populações curdas vítimas de atrocidades jiadistas. Há que ir mais longe do que sanções, afirma Fabien Roussel, secretário nacional do partido comunista ou estamos a abandonar o povo curdo da Síria, sublinha, Monsenhor Jacques Gaillot.Mudando de assunto, LA CROIX, titula, Iraque, a revolta dos jovens. Protestando contra a pobreza e a corrupção, os jovens estão a manifestar desde 1 de outubro no sul do país, apesar duma repressão violenta da polícia. Em Sadr City, é a revolução da fome. Neste bairro pobre e superlotado de Bagdade, continua a haver confrontos violentos. "Os nossos jovens morrem enquanto os políticos continuam sentados nos seus salões", lamenta um velho à reportagem do LA CROIX.Enfim, em relação à África, LE MONDE, deidca o seu editorial à Tunísia, uma vitória pesada de interrogações. Se há uma lição a tirar da eleição presidencial de domingo é bem a vitória esmagadora de Kaïs Saïed, 61 anos, professor de direito constitucional, uma réplica sísmica da famosa Primavera tunisina de 2011. Segundo estimativas ainda provisórias, o constitucionalista, Saïde, conseguiria entre 72% a 77% dos sufrágios expressos, frente ao seu adversário Nabil Karoui, um triunfo indiscutível.Mas invocando a opinião maioritária, o novo Presidente eleito da Tunísia não esconde a sua hostilidade à despenalização da homossexualidade e à igualdade entre o homem e a mulher na herança.Bebendo nas fontes do nacionalismo árabe, Saïed defende que qualquer relação com Israel é um acto de alta traição, o que vem criar uma crispação nas relações entre a Tunísia e os seus parceiros ocidentais. Kaïs Saïed não é seguramente um candidato de sonho para a Europa, mas exprime sem ambiguidades as aspirações da maioria dos tunisinos, acrescenta LE MONDE no seu editorial.

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