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Revista de Imprensa

Putin, mestre do xadrez estratégico no conflito turco-curdo na Síria

Áudio 03:51
Primeiras páginas dos jornais franceses 16 de outubro de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses 16 de outubro de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pelo conflito no norte da Síria e por assuntos de política interna francesa.Putin, único mestre do jogo estratégico na Síria, titula, LE MONDE. Não teve lugar o temido banho de sangue entre as forças curdas e turcas em Manbij, no nordeste da Síria, porque Moscovo, obrigou Ancara a recuar.As tropas sírias de Bashar al-Assad investiram a cidade, praça estratégica nas proximidades da barragem de Ticrina, sobre o rio Eufrates. Após ter tido êxito em Damasco, num período de 3 anos, no combate à revolta anti-Assad, Cremlin, consegue agora pôr fim à autonomia curda no norte do país.Os americanos tendo abandonado o terreno, Vladimir Putin, torna-se assim, no árbitro da região reforçando a ditadura de Assad. O regresso das tropas sírias precipitou a saída dos humanitários e a imprensa na zona curda não consegue trabalhar, acrescenta, LE MONDE.Ainda no internacional, o mesmo vespertino, destaca Catalunha: primeiros confrontos com a polícia. Em Barcelona, Tarragona, Girona e Leida, os manifestantes catalães opuseram-se violentamente às forças da ordem,  houve 74 feridos no segundo dia de mobilização contra a condenação dos líderes independentistas."Uma minoria procura impor a violência nas ruas das cidades catalãs", reagiu o chefe do governo espanhol, o socialista Pedro Sanchez.Do outro lado, estudantes, famílias e reformados aglomerados na avenida Passeig de Gràcia em Barcelona, gritavam "Liberdade para os prisioneiros", com uma membra associativa, Carmen Gutierrez, a dizer que "é uma vergonha que tenhamos prisioneiros políticos", referência aos 9 independentistas condenados pelo Supremo Tribunal espanhol, nota, LE MONDE.Mudando de assunto, por cá, em França, LE FIGARO, titula, as presidenciais de 2022 já aguça as ambições. Xavier Bertrand, Christiane Taubira, Ségolène Royal... A meio do mandato de Macron, já se multiplicam declarações de intenção no quadro do próximo escrutínio presidencial em França.Não são bem declarações mas mais manifestações discretas de ambições renascentes cerca de 2 anos e meio após o sismo político de 2017.Este fenómeno está a ser acompanhado de perto pelo Eliseu onde os estrategos de Emmanuel Macron já estão a trabalhar para a sua reeleição. O chefe de Estado receia nomeadamente a emergência de um pretende fora do sistema partidário ou de uma candidatura balofa deslizando sobre a onda populista, acrescenta, LE FIGARO.Desobedecer, até onde?, pergunta, em título, LA CROIX. Multiplicam-se acções de desobediência civil em todo o mundo. Elas sublinham tanto a vitalidade como as fragilidades das democracias.O julgamento hoje em Paris de 8 franceses que retiraram a fotografia de Macron da parede de algumas câmaras municipais suscita expectativa um mês depois da ilibação de 2 militantes ecologistas em Lyon. Estas acções militantes inscrevem-se numa longa tradição histórica e num contexto mundial de crise democrática, nota LA CROIX.Nos Liceus, a reforma Blanquer, causa danos, titula, L'HUMANITÉ. Horários de trabalhos infernais, gestão caótica de salas de aula, perturbação na correção de pontos, enfim, professores e alunos passam maus bocados. A reforma do ministro da educação, Blanquer, poderá fazer explodir o ensino liceal em França, sublinha, L'HUMNAITÉ.Inquérito, quando os professores estão esgotados, relança, LIBÉRATION. São professores, directores, reitores... Submergidos por uma massa de trabalho crescente e amochados por falta de meios, sentem-se esmagados por uma escola carregada dificilmente nos braços. O retrato é de sentimento de impotência, frustração, ausência de reconhecimento e de apoio da hierarquia, sublinha LIBÉRATION.Enfim, sobre o continente africano, LA CROIX, destaca Mali, para escrever sobre a artista, Hélène Jayet, adoptada quando tinha 3 meses por uma família francesa. Regressou ao país de origem do seu pai biológico, com a família adoptiva, para desenhar a sua tribo imaginária, para conhecer o odor da terra queimada.A adopção não cessa de alimentar o meu trabalho de artista, uma maneira de criar um álbum familiar e que me dá muita paz, afirma a artista, ao jornal LA CROIX.

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