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Espanha

Catalunha entre violência e apelos a novo referendo sobre independência

Radicalização dos separatistas da Catalunha com violência e protestos
Radicalização dos separatistas da Catalunha com violência e protestos REUTERS/Rafael Marchante

Continuam os movimentos de protesto na região independentista da Catalunha, em Espanha, onde o dia de ontem ficou marcado por mais actos de violência entre manifestantes e forças da ordem. Há uma radicalização dos separatistas, tendo o próprio chefe do executivo, que condena a violência, reclamado hoje no parlamento regional, um novo referendo sobre a independência da Catalunha. 

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O Presidente da Catalunha, Quim Torra, propos hoje um nova votação sobre a independência desta região espanhola em reacção à condenação recente de 9 antigos dirigentes separatistas por tentativa de secessão em 2017.

"Se por termos instalado as urnas nos condenam a 100 anos de cadeia (que é a soma das penas contra os 9 independentistas) temos então que voltar a repor as urnas para a autodeterminação", declarou Quim Torra, no parlamento regional. 

"Defenderei a ideia de que esta legislatura, que expira no começo de 2022, termine com um novo exercício do direito à autodeterminação", insistiu.

A tentativa abortada de secessão desembocou na condenação segunda-feira pelo Supremo Tribunal espanhol de 9 responsáveis separatistas a 13 anos de prisão, o que provocou 3 dias de manifestações e violência em Catalunha.

Violência e radicalização do movimento separatista

O dia de ontem ficou marcado por violência com carros queimados e cocktails Molotov lançados contra a polícia em Barcelona, tendo o chefe do executivo da Catalunha, condenado os actos e apelado à marginalização dos "provocadores".

Os distúrbios entre manifestantes e a polícia fizeram desde segunda-feira 194 feridos entre as forças da ordem, afirmou o ministério do Interior.

Entre os manifestantes o discurso é diferente.

"O tempo do pacifismo já passou", diz um deles, enquanto um jovem sindicalista, denunciava a hipocrisia do governo regional, que condena dum lado a sentença mas doutro lado envia forças da ordem reprimir as manifestações.

Teme-se que amanhã haja mais violência por ocasião da greve geral com epicentro em Barcelona.

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