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França

Juiz francês defende repatriamento de jihadistas

Campo onde estão alegados familiares do autodenominado Estado Islâmico em
Campo onde estão alegados familiares do autodenominado Estado Islâmico em Delil souleiman / AFP

Em França, o juiz coordenador do pólo antiterrorismo de Paris, David De Pas, defendeu a o repatriamento dos jihadistas para o seu país de origem face ao risco de fuga com a ofensiva turca no norte da Síria.

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É uma tomada de posição inédita face à recusa de França de repatriar jihadistas. O juiz coordenador do pólo antiterrorismo de Paris, David De Pas, defendeu, em entrevista à agência France Presse, que é preciso repatriar os franceses que estão em campos de detenção na Síria para os julgar em França e os manter sob controlo. Se isso não acontecer poderá haver uma migração descontrolada de jihadistas para a Europa com risco de atentados, a reconstituição de grupos terroristas e o surgimento de novas fileiras com capacidade para recrutarem mais franceses.

A ofensiva turca no norte da Síria, controlado pelos curdos, faz temer a fuga de centenas de jihadistas. Nas prisões vigiadas pelos curdos, até agora, há cerca de 200 franceses jihadistas. Na semana passada, cerca de 800 mulheres e filhos de jihadistas estrangeiros fugiram de um campo de deslocados numa localidade do norte da Síria.

Esta semana, sete pessoas foram condenadas, em França, e duas na Bélgica, por financiamento de terrorismo. Entre 8.000 e 10.000 euros foram apreendidos e, de acordo com a justiça belga, iriam servir para pagar a passadores para ajudar a fugir jihadistas dos campos onde estão detidos na Síria.

Entretanto, este sábado, as forças curdas e a Turquia continuaram a trocar acusações de violação da trégua acordada na quinta-feira. O cessar-fogo deveria durar até terça-feira e tem como condições o recuo dos curdos da região para a criação de uma chamada “zona de segurança” para onde os turcos querem mandar uma parte dos 3 milhões e 600 mil refugiados sírios que estão na Turquia.

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