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Revista de Imprensa

Desmantelamento dos GAFA na campanha presidencial americana

Áudio 03:38
Primeiras páginas dos jornais franceses 22 de outubro de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses 22 de outubro de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como a nível internacional.LE MONDE, titula, Estados Unidos: debate caloroso sobre o desmantelamento dos GAFA. Há que acabar com o poderoso conglomerado, Google, Amazon, Facebook e Apple? Questão que entra na campanha presidencial americana. A candidata democrata Elizabeth Warren propos dividir em vários grupos cada uma destas componentes que formam os GAFA.A ideia de reactivar as leis antitrust ressurge no debate político. O presidente republicano, Trump, não afasta esta opção.Nos Estados Unidos, mas também na Europa, outras medidas coercitivas são equacionadas. Controlo sobre a aquisição dos concorrentes, regulamentação do uso dos dados, partilha dos recursos são outras alternativas ao desmantelamento. Os gigantes do digital e web já declararam que entram na batalha até ao fim contra o que o patrão do Facebook qualifica de ameaça existencial, acrescenta, LE MONDE. Por seu lado, LIBÉRATION, titula, uberização, embalagens da revolta. No seu novo filme, Ken Loach, denuncia os estragos sociais provocados pelas plataformas de expedições de embalagens.Com o seu filme, "sorry we missed you", o realizador britânico entra em guerra contra um enésimo representante do liberalismo, no caso as plataformas de expedições. O cineasta afirma em entrevista ao LIBÉRATION esperar suscitar um movimento de protesto contra o sistema de exploração através das novas tecnologias.Trabalhar para as plataformas não feliz ninguém, afirma um antigo trabalhador dos serviços de entrega ao domicílio, sublinha o jornal.  Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula, Chile: exército contra o povo. Perante a sublevação popular, o presidente decreta estado de emergência.Medidas que relembram as horas negras da ditadura, quando o modelo neoliberal herdado de Pinochet é contestado. 29% dos chilenos dizem aprovar a política do Presidente Pinera, segundo uma última sondagem de Cadem. Pinera recorre à retorica do inimigo interno, nota, L'HUMANITÉ. Ainda no internacional, LE MONDE, destaca Canadá, onde Justin Trudeau está no fio da navalha. O primeiro ministro ganhou as eleições legislativas de 21 de outubro, mas perdeu a sua maioria absoluta, pelo que agora terá que fazer alianças para governar.Mudando de assunto, por cá em França, LE FIGARO, titula, Laicidade: Jean-Michel Blanquer segura o leme do barco. Ao assumir as suas palavra sobre o uso do véu, o ministro da Educação nacional alarga o perímetro e procura aparecer como o guardião do tempo republicano da macronia."O véu não é desejável na nossa sociedade", declarou o ministro, suscitando um pequeno sismo no seio da maioria, reanimando a clivagem entre a ala esquerda e a ala direita da macornia. Mesmo no seio do govenro as palavras do ministro não fazem unanimidade, sublinha, LE FIGARO.Traficantes de ouro, uma luta sem fim, é o título, do jornal LA CROIX. Apesar da presença de 600 militares na Guiana, a França não consegue estancar o garimpo clandestino, cujas consequências são desastrosas para o meio ambiente. Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE, dá relevo à geopolítica de Putin que encena o regresso da Rússia à África. Cerca de 40 chefes de Estado são recebidos a 23 e 24 de outubro em Sotchi para reforçar a cooperação económica e militar. Se as expectativas são limitadas é porque uma parte importante da actividade russa em África se passa longe dos holofotes de um tal acontecimento.Na primeira linha a venda de armamento, primeiro vector do regresso russo à África, quando, em 2006, Moscovo oferecia a Argel um mega contrato de armas e perdoava a sua dívida.Mais secreto ainda o papel desempenhado pelas empresas militares privadas, que apesar de serem proíbidas por lei, ocupam cada vez mais lugar central quer nos investimentos futuros quer em iniciativas não assumidas abertamente por Moscovo. As empresas russas estão fortemente presentes no sector de extração dimantífera em Angola e no Zimbabué, ou ainda no sector do ouro no Burkina Faso e na Guiné Conacry, nota, LE MONDE.

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