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Revista de Imprensa

França vive em pré-campanha das eleições municipais e presidenciais

Áudio 04:08
Primeiras páginas dos jornais franceses 25 de outubro de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses 25 de outubro de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como a nível internacional.Municipais: República em Marcha prepara uma frente republicana, titula, LE MONDE. Numa nota interna, o partido no poder, construiu um plano de batalha para conter o avanço da extrema direita nas municipais. O movimento macronista identificou uma centena de comunas em que a União nacional de Marine Le Pen, poderia ganhar, principalmente, em Herault, Norte e Moselle.República em marcha, investirá um candidato nas cidades em risco se o cabeça de lista lhe parecer suficientemente forte como em Perpignant, Beaucaire ou Arlès. Em contrapartida, o movimento vai-se apoiar em personalidades melhor colocadas quer sejam do partido socialistas quer sejam do partido conservador Republicanos ou não apresentará nenhum candidato. Quanto a Macron, já está em campanha para 2022, nota, LE MONDE.Também, LE FIGARO, titula, Municipais: a ameaça de lista comunitárias. As preocupações em muitos eleitos perante a vontade clara de certas listas comunitárias de estar presentes nas eleições de março em pelo menos 50 cidades.A cinco meses das municipais, os responsáveis da União dos democratas muçulmanos de França com os seus cerca de 800 membros mostram-se activos para apresentar listas em 50 comunas de Marselha, Lyon ou Avinhão.Mas é sobretudo em comunas da região peri-parisiense da Ilha de França de forte população de origem imigrante que as listas comunitárias esperam realizar resultados substanciais em março próximo em Garges-lès-Gonesses ou Mantes-la-Jolie por exemplo.Isto preocupa a direita e a extrema-direita que reclamam a proíbição de listas comunitárias. Proposta incerta no plano jurídico. Prudente o governo propõe constituir frentes republicanas locais para fazer barreira a listas comunitárias, acrescenta, LE FIGARO. Ainda em França, LIBÉRATION, titula, os mistérios de Rouen, fazendo uma reportagem sobre a cidade que respirou essa merda de Lubrizol, referência à fábrica devastada por um incêndio há um mês. Os habitantes preocupados organizam-se e esperam mais transparência das autoridades.Por ora, os inquéritos abertos continuam a marcar passo sobre as causas do sinistro industrial e da avaliação dos riscos para a saúde, acrescenta, LIBÉRATION.Que futuro para as pequenas linhas férreas?, pergunta, em título, LA CROIX. As linhas ferroviárias locais são vítimas há anos de falta de investimentos. A degradação da qualidade de serviço provoca uma baixa da frequentação.Direitos conexos: face ao Google, a imprensa francesa contra ataca, destaca por sua vez LE FIGARO. No dia em que devia entrar em vigor um sistema de remuneração dos conteúdos editoriais exibidos por Google, o motor de bursca americano decidiu impor unilateralmente suas condições à imprensa.Pagar os direitos conexos mas os jornais deixam de ter posições de destaque passando a ocupar os últimos lugares no motor de busca. A imprensa francesa recusa e processa Google junto da Autoridade da concorrência por abuso de de posição dominante, acrescenta, LE FIGARO. Mudando de assunto, no internaiconal, L'HUMANITÉ, titula, chilenos revoltam-se contra a violência liberal. Após uma semana de mobilizações, mesmo com uma terrível repressão policial, continua a revolta social. Os manifestantes exigem a demissão do presidente Sebastian Piñera e mudanças estruturais. O arsenal repressivo do executivo de Piñera provocou 18 mortos nomeadamente uma criança, centenas de feridos e mais de 2400 prisões, nota, L'HUMANITÉ.Por seu lado, LE MONDE, destaca, Bolívia, Evo Morales reeleito oficialmente mas continua movimento de contestação. O Presidente cessante foi declarado vencedor das eleições presidenciais logo na primeira volta frente ao centrista Carlos Mesa, mas suspeições de fraude pairam sobre o processo eleitoral. A comunidade internacional tem dúvidas quanto à lisibilidade do escrutínio e a oposição apela à resistência civil.O mesmo vespertino, refere-se ainda à NATO, desorientada perante Trump e Erdogan. A retirada unilateral dos Estados Unidos, no nordeste da Síria, provocou uma crise profunda no seio da aliança atlântica.Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE, a diáspora africana no cartaz de dois festivais, exibindo a criatividade e a realidade histórico-artística de afrodescendentes em França através de corpos negros e danças crioulas.Sobre a radiodifusão, a RFI aposta em línguas africanas instalando a redacção mandinga e em fula, dois idiomas falados por cerca de 80 milhões de indivíduos. Cobrimos populações rurais, mais jovens, femininas e menos alfabetizadas, afirma ao jornal LE MONDE, a directora da RFI, Cécile Mégie.Do seu lado a PCA, Marie-Christine Saragosse, defende a criação de novos serviços, deixando no ar a pergunta, porque a redacção é em Dacar, porque não um magazine em uolóf, num gesto de respeito?, nota, LE MONDE.

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