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Costa do Marfim

Organizações humanitárias falam em mil mortos na Costa do Marfim

Forças pró-Ouattara recarregam as armas, neste sábado, antes de seguir para o bairro do palácio presidencial em Abidjan.
Forças pró-Ouattara recarregam as armas, neste sábado, antes de seguir para o bairro do palácio presidencial em Abidjan. Reuters

Quatro soldados de uma patrulha da ONU ficaram gravemente feridos neste sábado em Abidjan, atingidos por militares ligados a Laurent Gbagbo. A guerra civil entre partidários do presidente eleito, Alassane Ouattara, e forças fiéis a Laurent Gbagbo já teria causado a morte de 1.000 pessoas, segundo organizações humanitárias que denunciam massacres praticados pelos dois campos rivais.

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Organizações humanitárias que atuam na Costa do Marfim denunciaram neste sábado massacres de civis praticados pelos dois campos rivais que lutam pelo controle do país. As forças do presidente eleito, Alassane Ouatarra, e do dirigente derrotado nas eleições, Laurent Gbagbo, travam uma batalha sangrenta em torno do palácio presidencial e da casa de Gbagbo, onde ele está refugiado, num bairro residencial de Abidjan. 

A Cruz Vermelha Internacional afirma que 800 corpos de civis foram encontrados em Duékoué, cidade da região oeste do país. Apresentando sinais de execução sumária, as vítimas teriam morrido na terça-feira, dia em que as forças de Ouattara tomaram a cidade. Um porta-voz do presidente eleito afirma que os mortos não eram civis, mas milícias ligadas a Laurent Gbagbo. Já a organização caritativa Caritas, ligada à Igreja Católica, estima em 1.000 o número de mortos e desaparecidos desde o início da ofensiva pró-Ouattara, no início da semana. Desde as eleições de novembro passado, o balanço oficial de vítimas da guerra civil se aproxima de 1.300 mortos.

Uma base militar francesa na zona sul de Abidjan está oferecendo refúgio a 1.300 estrangeiros, sendo um terço deles de nacionalidade francesa, segundo informou neste sábado o Ministério da Defesa francês. 

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