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ETA/Espanha

Líderes saúdam decisão de ETA de parar ações armadas

Três pessoas encapuzadas anunciaram em um vídeo o fim das ações armadas do ETA, na quinta-feira, 20/10.
Três pessoas encapuzadas anunciaram em um vídeo o fim das ações armadas do ETA, na quinta-feira, 20/10. Reuters/Gara/Handout

Obama saudou a decisão da organização separatista basca, ETA, de parar as ações armadas, considerando o anúncio como uma “etapa histórica” em direção à paz na Espanha. Nicolas Sarkozy também se manifestou nessa sexta-feira, qualificando como uma “vitória da democracia sobre a violência”.

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“Nós reconhecemos a coragem do governo e do povo espanhóis em seus esforços para o avanço da democracia e da liberdade na Espanha” declarou o porta-voz da Casa Branca, Tommy Vietor. “Mas o caminho, rumo a este objetivo, ainda é longo”, completou.

Em um comunicado publicado pelo Eliseo, Nicolas Sarkozy parabenizou o chefe de governo espanhol, José Luis Zapatero, e prometeu que a França continuará “a apoiar a Espanha em seus esforços de garantir o estabelecimento da paz no País Basco.”

A Espanha acolheu com alívio, mas com certa insatisfação, o anúncio do grupo. “Ontem, nós, espanhóis recebemos a noticia mais esperada da história de nossa democracia: o anuncio do fim do terrorismo”, declarou o porta-voz do governo, José Blanco. “E hoje, o governo continua a se sentir como se sentem os cidadãos. O terrorismo chegou ao fim mas a dor das vítimas e o sofrimento das famílias continua”, completou. Uma parte da imprensa espanhola e as famílias das vítimas das ações do grupo, se indignaram que nenhuma menção tenha sido feita sobre e não gostaram que o anuncio do ETA não tenha sido a dissolução.

A um mês das eleições legislativas do 20 de novembro, o anúncio do fim da violência, abre uma via eleitoral para o partido separatista basco Batasuna, parte política do ETA, segunda força política do País Basco, que foi ilegalizado em 2003, por causa da proximidade com o grupo terrorista.

Segundo o movimento separatista basco, o anúncio significa o fim do ciclo armado do ETA, mas não significa o fim do conflito político.

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Considerada como organização terrorista pelos Estados Unidos e a União Europeia, o ETA anunciou, na quinta-feira, o fim da luta armada, pela independência do País Basco, sem mencionar uma dissolução. Em seus mais de 43 anos de existência, o grupo matou 829 pessoas.

Três militantes do ETA, encapuzados, vestidos de preto, fizeram o anúncio em um vídeo divulgado pelo jornal basco Gara. O ETA lançou também um apelo ao diálogo direto para resolver as conseqüências do conflito e para a superação do confronto armado.

A notícia chegou três dias depois que a Conferência Internacional de Paz, organizada em San Sebastian, no País Basco, norte da Espanha, com a presença de várias personalidades, pedisse a ETA que renunciasse definitivamente às armas.

Encabeçada pelo ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, e por vários atores do processo de paz na Irlanda do Norte, entre eles, o líder do Sinn Fein, Gerry Adams, a Conferência pediu ao ETA que solicitasse negociar com os governos de Madri e Paris.

Uma semana antes, mais de 700 presos da organização armada tinham aderido a um acordo pedindo o fim definitivo da luta armada, concluindo quase um ano de debate sobre o tema nas prisões da Espanha e da França.

 

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