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Imprensa

Jornais avaliam cenários de saída da Grécia da zona do euro

O ministro da economia grego, Evangelos Venizelos (e), ao lado do premiê George Papandréou (d).
O ministro da economia grego, Evangelos Venizelos (e), ao lado do premiê George Papandréou (d). REUTERS/Yves Herman

A crise do referendo na Grécia, que põe em perigo toda a zona do euro, é a principal manchete nos jornais franceses desta quarta-feira, 3 de novembro.

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"A Grécia pode sair do euro?", questiona a manchete do Aujourd'hui en France. O jornal avalia que é possível, porém arriscado, pois uma saída da Grécia da zona da moeda única europeia criaria um efeito dominó terrível, arrastando outras economias frágeis como a Itália e a Espanha.

O diário católico La Croix ouviu personalidades francesas e estrangeiras para avaliar qual é a melhor forma de dar a palavra aos povos num momento de crise, em que decisões difíceis têm de ser tomadas e com rapidez. La Croix afirma que os países emergentes estão muito preocupados com a crise na zona do euro e lembra que o Brasil terminou de pagar há 5 anos o maior empréstimo já concedido pelo Fundo Monetário Internacional a uma nação.

Em sete páginas dedicadas à crise, o diário conservador Le Figaro afirma que o presidente Nicolas Sarkozy e a chanceler Angela Merkel colocaram o premiê grego, Georges Papandréou, contra a parede ao suspender os empréstimos concedidos a Atenas até a decisão do referendo sobre a permanência do país na zona do euro. Em editorial, Le Figaro diz que vista de fora a zona do euro é uma confusão, uma bagunça, mas o resto do mundo não se comporta melhor.

Le Figaro acusa os emergentes de terem se tornado novos ricos graças a práticas protecionistas e os Estados Unidos de não terem feito nada de realmente sério para reduzir sua dívida colossal e regulamentar seu mercado financeiro depois do desastre provocado pela crise dos subprimes. Por sinal, Le Figaro destaca que o presidente Barack Obama chega enfraquecido na cúpula do G20 e terá um papel secundário nas negociações.

O diário econômico Les Echos declara que o choque do referendo na Grécia transformou o G20 numa cúpula de crise. Para o jornal, a presidência francesa foi prejudicada pela crise europeia e assim perde sua capacidade de influência para aprovar propostas no G20 como a taxa financeira internacional destinada a financiar o desenvolvimento dos países pobres e medidas de regulamentação do sistema financeiro mundial.

O jornal de tendência comunista L'Humanité acha que os líderes do G20 têm medo dos povos. A contestação aumenta diante do fracasso das decisões políticas das grandes potências, escreve L'Humanité.

Toda a imprensa se solidariza com a redação do jornal Charlie Hebdo, que teve sua sede destruída ontem por um incêndio criminoso provocado pela edição de um número satírico sobre a lei islâmica, a xariá. Os jornalistas do Charlie Hebdo encontraram asilo na redação do Libération, que cedeu sua capa aos novos colegas. Depois da Grécia será preciso salvar Charlie, diz em tom de humor a charge na primeira página do Libé.
 

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