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Síria/crise

ONG diz que exército sírio tem metas de mortes de manifestantes

Manifestantes sírios pró-democracia em Kafranbel no dia 13 de dezembro de 2011.
Manifestantes sírios pró-democracia em Kafranbel no dia 13 de dezembro de 2011. REUTERS/Handout

Os protestos na Síria entram hoje em seu décimo mês, mas as forças do presidente Bassar Al Assad continuam determinadas a sufocar o movimento pró-democracia. Desde o início da revolta popular, 5 mil pessoas morreram e a organização Humam Rights Watch alerta para o risco endurecimento ainda maior do exército sírio.

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Um relatório da Human Rights Watch divulgado hoje revela que os oficiais militares sírios emitiram ordens para os soldados abrirem fogo indiscriminadamente contra os manifestantes sem armas.As informações foram obtidas por meio de relatos de soldados desertores.

Um ex-atirador de elite do exército sírio revela que seus superiores estabeleceram quotas de mortos entre os manifestantes. Para um protesto de cinco mil pessoas, por exemplo, o objetivo era assassinar 15 a 20 pessoas. Outro desertor afirma que o seu regimento havia recebido permissão para usar "quantas balas quisesse" contra os manifestantes. Para o exército fiel a Al Assad, segundo a ONG, "todos os meios" para acabar com as manifestações populares, como torturas e prisões arbitrárias, são legítimos.

O governo sírio nega essas informações e diz que não deu ordens de abrir fogo contra a população civil, mas o relatório da Humam Rights Watch identivida quase uma centena de comandantes que ordenaram ataques a manifestantes desarmados.

Do lado dos opositores, a violência também aumenta. No princípio os protestos eram pacíficos, mas, desde setembro, alguns opositores passaram para a luta armada. Hoje, pelo menos 27 membros do Exército e das forças de segurança sírias foram mortos em combates com desertores na província de Deraa, no sul do país, informou o Observatório sírio dos direitos humanos.

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