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A 100 dias das eleições na França, jornais prevêm golpes baixos durante campanha

Candidatos disputam cargo no Palácio do Eliseu, a sede da presidência francesa.
Candidatos disputam cargo no Palácio do Eliseu, a sede da presidência francesa. AFP / Lionel Bonaventure

A 100 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, a imprensa francesa aproveita a data simbólica para fazer um balanço das candidaturas que vão disputar o Palácio do Eliseu e enfrentar o presidente Sarkozy nas urnas. Os jornais avaliam o programa dos candidatos, declarados ou não, informam as estratégias e como vai se desenrolar a campanha até a votação de 22 de abril.  

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Para o Libération, as próximas 14 semanas serão ricas em debates mas também em golpes baixos e muitas polêmicas. O jornal criou um alfabeto para explicar os temas que vão nortear a campanha e o calendário eleitoral. Começa com o A de audiovisual, lembrando que os chamados "candidatos nanicos" aguardam com impaciência o início oficial de campanha, dia 9 de abril, para ter o mesmo tempo no rádio e tevê que os favoritos, como impõe a lei.

Diante do suspense e da confusão sobre o conteúdos dos programas dos principais candidatos, o comunista L'Humanité reuniu e comparou algumas medidas já defendidas pelos postulantes ao cargo de presidente da França sobre oito temas, entre eles emprego, aposentadoria, mercado financeiro e a questão nuclear. Segundo o jornal, a 100 dias do primeiro turno, já é possível avaliar a direção de alguns projetos para o país, contrariando a percepção de que a campanha será marcada por propostas pouco claras.

O conservador Le Figaro criou uma lista de 10 perguntas para explicar ao eleitor o que está em jogo nessas eleições. A primeira delas é saber quando o presidente Sarkozy vai declarar oficialmente que será candidato à reeleição. Segundo o jornal, tudo indica que será em meados de março, um pouco antes do prazo final definido pela Comissão Eleitoral.

O Le Figaro afirma que a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, enfrenta dificuldades reais para impor sua candidatura. Apesar de registrar 18% das intenções de voto, Marine Le Pen não deverá repetir o cenário de 2002 quando o pai dela, candidato do partido Frente Nacional, derrotou os socialistas e foi ao segundo turno.

A reportagem do Le Figaro termina com a lembrança de que apenas 35 dias após as eleições presidenciais os franceses voltarão às urnas para escolher deputados e senadores. Por isso, é grande o risco de ver esquerda e direita dividindo os poderes Legislativo e Executivo, como já ocorreu no passado.
 

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