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Moda brasileira tenta seduzir mercado europeu, diz Le Monde

RFI

A edição do jornal Le Monde que chega às bancas nesta quarta-feira destaca os talentos da moda brasileira, como os estilistas Alessa e Victor Dzenk. De acordo com a reportagem, o Brasil tenta há anos se solidificar no mercado europeu, para acabar com seu complexo de país do hemisfério sul que tenta se igualar à moda do velho continente.

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Os estilistas brasileiros aos poucos começam a ganhar destaque no mercado internacional, diz o jornal Le Monde. Segundo o diretor geral do Salão Première Vision, Jacques Brunel, onde são mostrados os tecidos que servirão de base para as coleções na Europa, os estilistas brasileiros começam a se interessar pela matéria-prima europeia de alta qualidade. Não é à toa, destaca o Le Monde, que a ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e da Confecção) tenta atrair os redatores de moda e compradores do mundo inteiro para os eventos mais importantes do país, como as Semanas de Moda no Rio e São Paulo, por exemplo.

De acordo com Evilasio Miranda, da Associação Brasileira de Estilistas, os criadores brasileiros tentam marcar presença nas lojas francesas, porque isso os ajuda a conquistar seu próprio mercado. Segundo o Le Monde, poucos estilistas brasileiros são conhecidos no exterior. O jornal cita as criações de Carlos Miele e Alexandre Herchcovitch, exportadas para as passarelas de New York, e recentemente Gustavo Lins, em Paris.

A reportagem destaca que o país quer ir além das sandálias havaianas e dos maiôs Lenny, que viraram febre na Europa, mas reconhece que a moda brasileira, colorida e estampada, tem dificuldade para encontrar seu lugar ao sol do outro lado do Atlântico. Para a compradora das Galerias Lafayete, Catherine Bremond, o Brasil ainda copia a moda da Europa. As alíquotas de importação também encarecem os produtos. Outro problema é o clima, que não favorece os decotes. Além da questão cultural: em alguns países europeus, as mulheres são menos ousadas.

O jornal também cita alguns estilistas que aos poucos conquistam o velho continente, como Alessa. Em seus vestidos, ela usa estampas com fotos de velhos cartões postais. Os modelos estão à venda na descolada Colette, em Paris. O Le Monde ainda destaca o trabalho de Victor Dzenk, com suas estampas coloridas, ou ainda Daniela Martins. Além de Gina Guerra, da marca GIG, pelas suas malhas. Outra iniciativa que chama a atenção dos europeus é a cooperativa Coopa Roca, criada nos anos 80 na Rocinha, no Rio, que confecciona peças para marcas como Lacoste.

 

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