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Síria/ Jornalistas

Fotógrafo britânico retirado da Síria chega no Líbano

Paul Conroy, fotógrafo inglês ferido em foto do dia 22 de fevereiro, em Homs.
Paul Conroy, fotógrafo inglês ferido em foto do dia 22 de fevereiro, em Homs. REUTERS/Reuters TV

O fotógrafo britânico Paul Conroy, ferido em um bombardeio na semana passada em Homs, foi retirado da Síria e levado para o Líbano. A informação foi dada pelo pai de Conroy à imprensa britânica. A retirada de Edith Bouvier, jornalista francesa ferida no mesmo ataque, continua bloqueada.

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“Nós acabamos de receber a notícia de Beirute. Eu falei com ele por telefone”, declarou a família de Conroy. O ministério de Relações Exteriores britânico não confirmou a informação. O fotógrafo, que trabalha para o Sunday Times, fez um apelo na semana passada, através de um vídeo, para ser retirado de Homs. Nas imagens, ele diz ter “três feridas profundas na perna” e ter recebido estilhaços no abdome.

O ministro das Relações exteriores da França, Alain Juppé, disse hoje que o estado de saúde de Bouvier, também ferida na perna, é "estável". O chanceler afirmou que o governo continua em negociações com Damasco para garantir condições de segurança para o transporte da jornalista e também do corpo do repórter fotográfico francês Olivier Ochlik, morto durante os bombardeios.

Em Genebra, a situação na Síria se transformou no assunto principal das discussões do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que desde ontem realiza sua reunião anual. No plenário, a ministra brasileira de Direitos Humanos, Maria do Rosário, insistiu sobre a posição brasileira de não intervenção militar na Síria e pediu mais esforços por uma solução diplomática. Ao lado do Brasil, Irã, China e Rússia exprimiram o mesmo posicionamento.

Ontem, a União Europeia reforçou as sanções contra o regime sírio, congelando os bens do Banco Central sírio e restringindo o tráfego aéreo do país com a Europa. Também nesta segunda-feira, a Síria comemorou a aprovação, por 90% dos votos, da nova Constituição submetida a referendo pelo regime, no domingo. Washington qualificou a votação de "um cinismo absoluto".

A Anistia Internacional denunciou nesta terça-feira uma "escalada da repressão" no Irã durante o último ano, que segundo a organização agrava-se pouco antes das eleições legislativas de 2 de março.
 

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