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França/Sucessão Presidencial

Valérie Trierweiler quer reinventar o papel de primeira-dama

Valérie Trierweiler (dir.) na entrada do Palácio do Eliseu ao lado da ex-primeira dama Carla Bruni, em 15 de maio de 2012
Valérie Trierweiler (dir.) na entrada do Palácio do Eliseu ao lado da ex-primeira dama Carla Bruni, em 15 de maio de 2012 REUTERS/Jacky Naegelen

Valérie Trierweiler pretende reinventar o papel de primeira-dama, este papel cujas funções são sempre meio indefinidas. A estreia da primeira primeira-dama não casada da história da República Francesa já teve seu toque de ineditismo: depois de uma longa conversa com a mulher de Nicolas Sarkozy, Carla Bruni, ela saiu do Palácio do Eliseu ao lado de sua antecessora e as duas protagonizaram uma verdadeira passagem de cargo entre elas.

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Este cargo, aliás, precisa mudar de nome, na opinião de Valérie. "Este papel de primeira-dama é secundário e precisa ser reconhecido como tal", ela declarou, sem deixar de frisar que, nem por isso, será um fantoche. "É preciso inventar a função e, quem sabe, também, uma nova expressão, que não 'Primeira dama'".

Ela, que se inspira em Hillary Clinton e Danielle Mitterand, não teme a missão de substituir a badalada Carla Bruni-Sarkozy, cantora e ex-modelo muito antes de ser mulher do presidente. Pelo contrário: "Acho que o Eliseu será mais fácil para mim do que foi para Carla Bruni, que vinha de um mundo totalmente alheio ao da política", ela disse, antes de pontuar: "ela não conhecia os códigos".

Na França, o fato de ela não ser casada com o presidente não deve pesar. De acordo com uma pesquisa do Instituto Harris Interactive, oito em cada dez franceses são indiferentes aos laços matrimoniais de seus mandatários. No estrangeiro? "Talvez, se eu for visitar o papa", ela responde com bom humor. "Francamente, isso não me incomoda nada. Há inúmeras coisas com que se preocupar antes desta".

Na sexta-feira, Valérie Trierweiler aterrissará nos Estados Unidos, em sua primeira viagem oficial ao lado do presidente da República. O papel de embaixatriz, apesar de novo, não é nenhum mistério para ela. "Conheço bem o funcionamento das viagens oficiais, fiz várias delas como jornalista. Houve reuniões do G8 em que eu acompanhei a agenda das mulheres de chefes de estado". Quanto ao trabalho, ela pretende continuar a exercer o jornalismo. Se não cotidianamente, em matérias especiais, como perfis de personalidades estrangeiras. Por enquanto, ela continua contratada da revista semanal Paris-Match e do canal de televisão Direct 8.

 

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