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Europa/Crise

"O euro é irreversível", diz Mario Draghi em entrevista ao jornal Le Monde

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse em entrevista ao jornal Le Monde que a zona do euro não está ameaçada pela recessão.
O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse em entrevista ao jornal Le Monde que a zona do euro não está ameaçada pela recessão. Reuters

A edição do jornal Le Monde que chegou às bancas neste sábado traz uma entrevista exclusiva com o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. "O euro é irreversível", diz ele, que não acredita que a zona do euro esteja ameaçada pela recessão.

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Mario Draghi afirma ainda que a instituição que ele comanda "não tem tabus" em relação às medidas necessárias para estimular a economia europeia. Ele considera que a última cúpula europeia, no final de junho, foi um "sucesso" e mostrou que a única saída da crise passa por "mais Europa".

"Todo movimento em direção a uma união financeira, orçamentária e política é na minha opinião inevitável e levará à criação de novas entidades supranacionais. (...) Com a globalização, compartilhar a soberania é a melhor maneira para que os países possam conservá-la. A longo prazo, o euro deve se basear em uma maior integração", disse Mario Draghi.

Mercosul

O diário vespertino também dedica uma página à evolução do Mercosul, que se prepara para a entrada da Venezuela no bloco a partir do próximo dia 31. Segundo Le Monde, a criação do Mercosul impulsionou o comércio regional, mas sua ação é limitada pelas múltiplas derrogações que visam proteger determinados setores da economia de um país.

"A ênfase na soberania nacional, a começar por Brasília, impede qualquer integração real, pois exclui qualquer transferência de soberania", analisa Le Monde, que sublinha que a "assimetria das economias" é uma fonte de conflitos. O texto conclui que a entrada da Venezuela no bloco é "uma aposta arriscada" que tende a diminuir a capacidade de atração de investidores estrangeiros.

Síria

"Síria: as armas químicas inquietam o Ocidente", diz a manchete do conservador Le Figaro, alertando que o arsenal acumulado durante quarenta anos pode cair nas mãos de grupos ligados à rede terrorista Al-Qaeda.

Em seu editorial, o jornal diz que atualmente só a Rússia pode garantir uma transição organizada no país, oferecendo a Bashar al-Assad uma porta de saída "honrosa". Além disso, somente os russos, que mantêm uma presença militar significativa na região, podem impedir a disseminação das armas químicas sírias.

Libération dá destaque em sua primeira página à conferência sobre a Aids que começa neste domingo em Washington. "A erradicação da epidemia já se tornou possível, mas para isso é preciso que a ajuda internacional, primeira vítima da crise, seja mantida", diz o diário progressista.

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