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Espanha/Crise

Desemprego na Espanha atinge novo recorde

O comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn (e), e o Ministro espanhol da Economia, Luis de Guindos, falam à imprensa
O comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn (e), e o Ministro espanhol da Economia, Luis de Guindos, falam à imprensa REUTERS/Susana Vera

O desemprego aumentou novamente na Espanha no mês de setembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo ministério do Trabalho. O país registrou em um mês um aumento de 1,72% no número de desempregados, que já ultrapassou 4 milhões e 700 mil. Segundo o Instituto Nacional de estatística, que utiliza um método de cálculo diferente, o índice de desemprego na Espanha chegou no final de junho a 24,63% da população ativa, um recorde no mundo industrializado. O mercado espera que o país peça em breve um plano de resgate da Uniao Europeia para recuperar sua economia. Nesta segunda-feira, quando a Espanha apresentou um plano para economizar 39 bilhões de euros e reduzir o déficit para 4,5% do PIB em 2013, o comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, declarou que o bloco está pronto para socorrer o país.

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Em reunião com o governo espanhol, Olli Rehn ressaltou ter confiança nas ações do primeiro-ministro Mariano Rajoy para a recuperação da economia, porém defendeu a implementação de mais medidas, como, por exemplo, a reforma do sistema de pensões no país.

A pressão sobre a quarta economia da zona do euro ganhou contornos mais fortes com a posição do comissário europeu. Na semana passada, o anúncio do governo sobre a previsão de aumento dos níveis de endividamento do país para o próximo ano provocou muita tensão. O prognóstico foi divulgado apenas duas semanas depois das manifestações que levaram milhares de espanhóis às ruas contra o plano de austeridade de Rajoy.

A perspectiva negativa de se obter dinheiro no mercado para quitar a dívida espanhola tem colocado o país cada vez mais perto de um pacote de resgate da UE. No entanto, o premier Mariano Rajoy voltou a assegurar que ainda não pretende negociar essa opção. Rajoy não descarta a possibilidade de um pedido de ajuda ao Banco Central Europeu. Porém, antes de uma solicitação formal, ele quer conhecer as condições impostas ao resgate.

As duas principais agências de avaliação de risco, Moody´s e Fitch, já sinalizaram um eventual rebaixamento do rating dos títulos espanhóis.

A Espanha, que se tornou o foco de instabilidade da zona do euro, vai estar no topo da agenda dos ministros das Finanças da UE e dos líderes europeus, nas reuniões que acontecem ainda este mês, em Bruxelas e Luxemburgo.

Com informações da correspondente da RFI em Bruxelas, Letícia Fonseca.

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