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Imprensa

Médicos franceses dão queixa por difamação após publicação de guia de medicamentos perigosos

Capa do jornal francês Le Figaro desta quinta-feira, (11)
Capa do jornal francês Le Figaro desta quinta-feira, (11) lefigaro.fr

Duas manchetes chamam a atenção nos jornais de hoje. O diário Le Figaro relata uma polêmica aberta entre os médicos franceses após a publicação de um guia de medicamentos inúteis e até perigosos para a saúde. Les Echos, Libération e Le Figaro comentam o fiasco nas negociações para a fusão dos grupos de aeronáutica e defesa EADS e BAE Systhems, que teria fracassado por culpa do governo alemão.

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O livro "Guia dos 4 mil medicamentos úteis, inúteis ou perigosos", de autoria dos professores de Medicina Bernard Debré (urologista), ex-presidente da Assembleia Nacional, e Philippe Even (pneumologista), pode ser um grande sucesso editorial, mas cria polêmica na classe médica, informa o Le Figaro.

Segundo os autores, 50% dos remédios à venda nas farmácias francesas são inúteis, 20% apresentam risco à saúde e 5% seriam até perigosos. Porém, esta avaliação não é compartilhada por um expressivo número de especialistas que prestaram queixa contra os autores no Conselho Nacional da Ordem dos Médicos por difamação e irresponsabilidade.

"Este livro pode provocar mortes e se baseia em afirmações não comprovadas", alega a Federação Francesa de Alergia, na origem da queixa. O diário Le Figaro esclarece que não se trata de uma ação isolada, muito ao contrário, médicos de todas as especialidades denunciam "um panfleto publicitário antimedicamento" cujo único interesse seria promover a imagem de seus autores.
 

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