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Mianmar/violência

Confrontos entre budistas e muçulmanos deixam 64 mortos em Mianmar

Feridos se aglomeram nos hospitais de Mianmar, vítimas dos confrontos entre budistas e a minoria muçulmana Rohingya, no oeste do país.
Feridos se aglomeram nos hospitais de Mianmar, vítimas dos confrontos entre budistas e a minoria muçulmana Rohingya, no oeste do país. REUTERS/Soe Zeya Tun

O número de vítimas dos violentos confrontos entre budistas e muçulmanos no oeste de Mianmar (ex-Birmânia), que voltaram a eclodir no último domingo, chegou a 64 mortos nesta sexta-feira. No último mês de junho, as violências sectárias no país já haviam resultado em 80 mortos.

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Os números de vítimas dobraram desde a última quarta-feira. Entre os mortos, há 62 mulheres. Além dos mortos, as autoridades locais contabilizaram 72 feridos.

As violências também resultaram em graves danos materiais. Duas mil casas e oito construções religiosas foram destruídos, de acordo com um comunidade divulgado pelo governo de Mianmar.

Mianmar, país de população majoritariamente budista, conta com cerca de 800 mil habitantes da etnia muçulmana Rohingya. Procedentes de Bangladesh, eles são considerados clandestinos e não podem retornar a seu país de origem. Desde 1992, Bangladesh recusa o status de refugiado para os Rohingya.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se disse preocupado com a situação e fez um apelo às autoridades do país para que retomem a ordem.

O governo do presidente Thein Sein tenta negociar acordos para um cessar-fogo com a maior parte dos movimentos separatistas do país, mas, até o momento, nada fez para resolver o problema dos Rohingya.

 

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