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Eleições/Brasil

Le Monde diz que resultado das eleições reproduz equilíbrio de forças entre principais partidos do Brasil

Fernando Haddad votou neste domingo no segundo turno das eleições municipais de São Paulo, acompanhado por sua filha Ana Carolina.
Fernando Haddad votou neste domingo no segundo turno das eleições municipais de São Paulo, acompanhado por sua filha Ana Carolina. REUTERS/Nacho Doce

A edição do jornal Le Monde que chegou às bancas nesta segunda-feira traz uma reportagem sobre a eleição de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, chamando de "candidato do ex-presidente Lula". O texto também afirma que os resultados das eleições municipais no Brasil reproduzem o equilíbrio de forças tradicional entre os três principais partidos do país.

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Segundo o correspondente do jornal francês no Brasil, Nicolas Bourcier, essa bela vitória do partido da presidente Dilma Rousseff em São Paulo faz esquecer as derrotas em outras capitais do país.

O texto lembra que essa é a terceira vez na história do partido e a primeira desde 2000 que o PT consegue conquistar a prefeitura dessa megalópole com reputação de ser conservadora e de preferir políticos populistas.

"Esse nativo da cidade sem nenhuma experiência eleitoral surfou sobre uma onda de renovação da vida política", diz Le Monde, explicando que Fernando Haddad foi apresentado como o "candidato da mudança" e beneficiou da péssima imagem do atual prefeito, Gilberto Kassab, próximo de José Serra. Além disso, ele teve como principal cabo eleitoral o ex-presidente Lula, que impôs sua candidatura e participou de vários comícios.

A reportagem conclui que a dois anos das próximas eleições presidenciais, o resultado das eleições municipais "reproduz o equilíbrio de forças tradicional entre os três principais partidos" do país. Em primeiro lugar ficou o PMDB, em segundo o PSDB e em terceiro o PT, que conquistou mais prefeituras do que há quatro anos, apesar de ter perdido duas capitais.

Le Monde também nota o  progresso "espetacular" do PSB (esquerda), que conquistou 440 prefeituras, contra 308 em 2008 e 175 em 2004. O jornal afirma que seu líder, Eduardo Campos, governador do Pernambuco, está entre os sérios concorrentes à presidência em 2014.

 

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