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Israel/França

Premiê israelense diz que mundo árabe aprovaria ataque contra o Irã

O presidente da França, François Hollande, recebe o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Palácio do Eliseu em Paris.
O presidente da França, François Hollande, recebe o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Palácio do Eliseu em Paris. REUTERS/Philippe Wojazer

O premiê de Israel, Benjamim Natanyahu, iniciou hoje na França uma visita oficial de dois dias ao país. Antes do encontro com o presidente francês, François Hollande, o líder israelense concedeu uma entrevista à revista Paris Match e voltou a defender um ataque israelense contra o Irã.

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Em entrevista publicada na edição desta quarta-feira, o premiê israelense, Benjamin, Netanyahu, declarou que, em caso de ataque de Israel ao Irã, "em cinco minutos, diferentemente do que pensam os céticos, acho que haveria um grande sentimento de alívio em toda a região", disse. "O Irã não é popular no mundo árabe, longe disso". Segundo Netanyahu, os vizinhos do Irã também se preocupam com a possibilidade de o país vir a ter uma bomba atômica.

A questão nuclear iraniana foi um dos principais assuntos do almoço de trabalho entre o israelense e Hollande. Esse foi o primeiro encontro entre os dois. Durante a viagem à França, Netanyahu tem encontros ainda com o premiê francês, Jean-Marc Ayrault, e com o chanceler Laurent Fabius. Amanhã, o primeiro-ministro israelense e Hollande irão a Toulouse participar de uma cerimônia de homenagem aos três alunos e ao professor de uma escola judaica assassinados por Mohammed Merah em março deste ano.

Segundo a assessoria do premiê israelense, "Netanyahu deseja mandar uma mensagem de solidariedade para as vítimas do terrorismo tanto para as que são judias quanto para as nãiojudias". Com a visita, ele "também pretende ressaltar a importância de uma ação internacional conjunta contra o terrorismo".  As quatro vítimas de Merah foram enterradas em Israel.

A viagem do premiê israelense à França coincide com a divulgação de um relatório da ONG Paix Maintenant (Paz Agora) que revela que duas novas colônias judaicas não-autorizadas foram construídas na Cisjordânia. De acordo com a organização, militares israelenses já receberam ordens para destruir as construções ilegais.

Hoje, 340 mil israelenses vivem em loteamentos na Cisjordânia. A situação é bastante criticada pela França. Assim como os demais países da União Europeia, a França defende a criação de um Estado palestino e se opõe à colonização dos territórios palestinos. Esse é, aliás, um dos principais pontos de atrito da diplomacia francesa e israelense. "O verdadeiro pomo da discórdia entre Netanyahu e Hollande é a ausência de negociações com os palestinos e a continuidade da colonização israelense", analisou o professor de Ciências Políticas Denis Charbit.

 

 

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