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Imprensa

China precisa de um novo modelo de crescimento

Sala de reunião do 18° Congresso do Partido Comunista da China.
Sala de reunião do 18° Congresso do Partido Comunista da China. Reuters/Carlos Barria

Qual será o futuro político na China após a saída do presidente Hu Jintao? Qual deve ser o novo modelo de crescimento econômico do país? Essas são as grandes perguntas que aparecem na imprensa francesa nesta manhã.

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O jornal Le Figaro destaca os desafios econômicos que espeream pelo novo líder Xi Jinping. O país, que pretende se tornar uma potência com a maioria da população de classe média, precisa encontrar um novo modelo de crescimento, avalia o jornal. Outro grande problema da economia chinesa: o desequilíbrio entre as empresas do setor público, que contam com vários benefícios do governo, e o setor privado, sufocado pela burocracia.

O jornal Libération também destaca essa busca de um novo modelo econômico que deverá se voltar para o desenvolvimento do mercado interno. Para isso, será preciso aumentar os salários, melhorar as condições de acesso à casa própria e estabelecer um sistema de seguridade social. Hoje, os chineses não têm cobertura de saúde pública e o sistema previdenciário só consegue oferecer magras aposentadorias, o que impede o aquecimento do consumo.

O jornal econômico Les Echos é taxativo sobre o assunto: ou os novos líderes chineses reformam o país ou as tensões sociais se tornarão insustentáveis. Para analistas, Xi Jinping tem potencial para ser o comandante das reformas. Diferentemente do Hu Jintao, ele não é um tecnocrata,  tem realmente uma trajetória política mais sólida e é mais aberto ao exterior.

Partido Comunista francês

Na França, o destino do Partido Comunista também atrai a imprensa. O jornal L'Humanité escreve que ontem o primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, recebeu uma delegação do Partido Comunista francês para aparar as arestas. Socialistas e comunistas têm tido vários conflitos sobretudo em relação às propostas do governo de redução do déficit público. A situação é tensa para o PS, avalia o jornal, que insiste que, sem o apoio do bloco comunista no Senado, o Partido Socialista não consegueria ter maioria de esquerda na casa. Já em editorial na capa, o Figaro aconselha o PS a assumir de vez uma postura social-democrata e romper os elos com a esquerda arcaica representada pelos comunistas.
 

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