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França/ EUA

Palácio do Eliseu foi pirateado pelos EUA, diz revista francesa

Segundo a revista francesa L'Express, o Palácio do Eliseu foi pirateado pelos Estados Unidos.
Segundo a revista francesa L'Express, o Palácio do Eliseu foi pirateado pelos Estados Unidos. Cristiana Soares/RFI

A equipe do ex-presidente Nicolas Sarkozy teria sido vítima de uma operação de espionagem informática sofisticada realizada pelos Estados Unidos entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais francesas em maio. Isso é o que afirma uma reportagem da revista francesa L’Express desta quarta-feira.

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A reportagem afirma que em maio passado, poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, hackers conseguiram se introduzir no sistema informático do Palácio do Eliseu. Na época, o fato foi noticiado pelo jornal Le Télégramme, mas a equipe do presidente teria abafado o caso, sem dar informações sobre os agressores e os prejuízos causados.

Segundo o jornal, os intrusos conseguiram entrar no “coração do poder político francês” e vasculharam computadores de conselheiros próximos do então presidente Nicolas Sarkozy. L’Express afirma que o caso é grave, já que representa “um cyberataque sem precedentes entre países aliados”. Notas secretas do governo francês teriam sido copiadas e também planos estratégicos.

Rede social

De acordo com a revista, tudo teria começado em uma rede social. Os hackers teriam identificado páginas de pessoas que trabalhavam no palácio presidencial e passado por amigos. Dessa maneira, enviaram mensagens falsas que pediam às pessoas para se conectarem na intranet do Eliseu. O link levava a uma falsa página, as vítimas não perceberam e introduziram suas senhas de acesso.

Quando entraram no sistema, os hackers instalaram um programa espião que se propagou entre computadores. Entre os terminais pirateados está o do ex-secretário geral, Xavier Musca.

A Agência Nacional de Segurança de Sistemas de Informação (Anssi) levou dias para restabelecer a rede no Eliseu. Segundo a polícia francesa, o grau de sofisticação do ataque fez com que os suspeitos se limitassem a alguns países. De acordo com L’Express, o programa levava a marca de seu autor. Ele tinha as mesmas funcionalidades de um vírus informático extremamente potente, batizado Flame, identificado no fim do mês de maio por uma grande empresa russa de antivírus, criado por uma equipe americana e israelense.

A secretária americana de Segurança Interior, Janet Napolitano, entrevistada pela revista, não desmente nem confirma as informações, diz apenas que a França é uma grande aliada dos Estados Unidos.

O ataque teria custado bilhões de euros e teria o objetivo de conseguir informações privilegiadas para ganhar partes do mercado e se impor economicamente.
 

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