Acesso ao principal conteúdo

Casamento gay na França deixa Hollande em posição desconfortável, diz Le Figaro

O presidente francês, François Hollande.
O presidente francês, François Hollande. REUTERS/Philippe Wojazer

O parlamento francês está sendo acusado de divulgar um suposto entendimento entre as principais religiões do país sobre o casamento gay, após ter convidado líderes religiosos a dar suas opiniões sobre o tema. É o que afirma o jornal conservador Le Figaro que dedica a manchete de sua edição deste sábado a um dos assuntos mais polêmicos da França atualmente.

Publicidade

Le Figaro afirma que no fundo nem sequer houve debate porque os religiosos tiveram apenas 10 minutos para expressar seus pontos de vista e outros 4 para discutir suas opiniões. A audiência da última quinta-feira na Assembleia Francesa se transformou num ataque frontal contra o suposto obscurantismo da Igreja Católica, principal alvo dos deputados de esquerda, afirma o jornal.

Em editorial, Le Figaro afirma que o presidente François Hollande está muito desconfortável com esse assunto que nunca foi uma grande preocupação para ele. Mas Hollande deverá ter habilidade para responder a pressões que vem principalmente de dois grupos: o primeiro diz respeito aos milhões de franceses que estão reticentes a esta transformação cultural e familiar.

De outro, envolve os deputados de esquerda que pressionam para o projeto ir além da garantia da união de duas pessoas do mesmo sexo. Os parlamentares de sua base de apoio também defendem uma lei para que os gays possam conceber filhos com métodos de reprodução assistida.

Arcelor Mittal

A conclusão das negociações do governo Hollande com a Arcelor Mittal foi outro destaque da imprensa francesa deste sábado. Le Monde diz que os empregos na fábrica de Florange, no leste do país, foram preservados mas o chefão da maior empresa mundial de siderurgia, Lakshmir Mittal, foi o grande vencedor da batalha.

Isso porquê o empresário indiano conseguiu evitar a nacionalização de parte da fábrica e manteve sua estratégia de investir apenas na atividade rentável da empresa que é a produção final do aço. Para o Libération, o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault rejeitou o projeto de nacionalização mas teve garantias que não vai haver demissões dos 630 funcionários.

Muitos empregados, afirma o Libé, consideraram um recuo do governo embora a Arcelor Mittal tenha se comprometido a investir 180 milhões de euros para modernizar a empresa.

selfpromo.newsletter.titleselfpromo.newsletter.text

selfpromo.app.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.